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06/10/2012

Apetecia-me mesmo.... #12


...que chovesse desalmadamente.
Uma chuva torrencial, constante, daquela que torna baças as luzes, que faz parar os carros e deixa as ruas desertas. Daquela que faz do alcatrão uma superfície negra com reflexos de espelhos.
Que caísse primeiro num sussurro e que fosse crescendo, crescendo, até se transformar num rugido. E que a terra, aliviada da seca, soltasse um longo ahhhhhhhhh..., audível só àqueles que, como eu, soubessem apreciar a chuva.
E que houvesse relâmpagos luminosos e, 4 segundos depois, a trovoada... uma trovoada que fizesse vibrar paredes e calasse o chinfrim dos pássaros que gritam lá fora, nas árvores. Uma trovoada daquela que faz toda a gente encolher-se e que me leva, a mim, para a janela...
Trovoada daquela que faz a minha avó dizer:

Santa Bárbara se levantou,
Seus sapatinhos calçou,
Ao caminho se botou
E encontrou um menino que lhe perguntou:
Onde vais, Bárbara?
"Vou espalhar a trovoada,
Lá para a Serra do Marão,
Que não dá palha nem grão,
E onde não há meninos a chorar,
Nem viúvas a rezar..."

Não me lembro do fim... nem sequer sei se as palavras são mesmo estas... Tenho que pedir à minha avó que mas dite...

14/07/2012

Apetecia-me mesmo.... #11

...um dia chegar a casa e descobrir que forraste o chão de plástico-bolha, para os meus passos serem uma salva de fogo de artifício...

03/01/2012

Apetecia-me mesmo.... #10


Parar no tempo. Apenas uma pausa. Ficar "sem rede" durante um bocado.
Apetece-me muitas vezes e, nessas alturas, ando de elevador mais do que o costume e espero, em todos os inícios de "viagem" que o elevador pare a meio e que eu fique lá trancada uma boa meia hora... Nem me importo de não ter telemóvel para me entreter. Aliás, a ideia é mesmo ficar "off the radar"... preocupa-me só que me possa dar a fome a dada altura.
Fora isso, eu desejo, às vezes com força, que o elevador pare e eu possa sentar-me no chão e fechar os olhos um bocadinho, cantarolar baixinho, não ter que ir onde sou esperada, enquanto cá fora todos correm para me tirar dali...


...Com tantos desejos tresloucados ainda acontece o estupor da máquina falhar precisamente em alguma ocasião em que eu tenha mesmo, mas MESMO, de fazer alguma coisa ou estar com alguém... Livra!

07/09/2011

Apetecia-me mesmo.... # 9

Imaginem eu a dançar, incorpórea e vaporosa... Que deliciosa visão de mim, hoje que o cansaço físico me fez ceder ao tentador abraço do sofá...!
Como seria fácil estar e ir para todo o lado, ser uma presença leve, literalmente leve... E
esquivar-me instantaneamente, quando sentisse dever ou querer. Sumir-me, eficazmente. Sem precisar de fôlego que me animasse ou chão que me sustentasse. Como seria irresponsável e alegre...!
Hoje queria ser volátil, etérea, surreal. Como os aromas de um cálice de Vinho do Porto. Como o álcool que inebria e depois se evapora, irresistívelmente. Impossível de conter entre duas mãos fechadas ou paredes castradoras. Ser volátil por inteiro, não "ter personalidade ou espírito volátil". Isso eu tenho e não é motivo de orgulho. Além de ser tão útil e frustrante quanto o par de asas que tem uma avestruz.
Não. Eu queria ser era volátil de inconstante, de esquiva, de irreal.
"Porque a recompensa de não existir é estar sempre presente". Fernando Pessoa

24/03/2011

Apetecia-me mesmo.... #8

...desligar o telemóvel, esta materializaçãozinha reles da omnipresença de toda a gente na vida de toda a gente.
Foi-nos vendido como a melhor descoberta do Homem desde a roda, para estar sempre contactável, em qualquer lugar, caso acontecesse alguma coisa. E revelou-se a praga de estar sempre contactável, em qualquer lugar (qualquer lugar, mesmo!) até quando não acontece coisa nenhuma ou, pior, quando acontece algo que gostávamos mesmo de não ter sabido...
Não temos desculpa para não saber. Não temos alternativa; ele toca... e como são irritantes os toques! Só isto já é presságio que devíamos ter levado em conta...
Não sei se sou caso isolado mas, quando desligo o telemóvel por qualquer razão, parece que o mundo fica mais silencioso, mais calmo e previsível. Quando estou com alguma crise de ansiedade, o facto de lhe tirar o som, desligar o toque de vibração e esconder debaixo da almofada par não ver a luz acesa, acalma-me. Como se eu tivesse momentaneamente saído do radar...
Não me atrevo a desligá-lo. Porque um telemóvel desligado é sinal de uma infinidade de coisas más: pode ter acontecido alguma coisa! E é também um gesto de egoísmo. É fechar-me à minha mãe que pode precisar que eu faça alguma coisa; à minha irmã, que pode precisar que a vá buscar à escola; a um amigo que precise distrair-se de uma coisa má ou partilhar uma coisa boa.
Tenho a certeza de que um dos gestos mais libertadores para quem sente saltar-lhe a tampa é atirar o telemóvel contra a parede com toda a força. É um grito de Ipiranga contra este controlo manso em que nos arrastamos. Mas claro que logo a seguir vem a estupidez de sentir que temos que comprar um novo... Mais ou menos como quando uma pessoa se atira ao mar num momento de euforia, porque se vê nos filmes e é sempre tão giro, e depois descobre que tem que ir para casa a pingar e a tiritar... E essa parte nunca se vê nos filmes.

14/09/2010

Apetecia-me mesmo.... #7

... que houvesse finais de Grands Slams do Tenis mais frequentemente... e que Portugal não fosse um país pequeno onde só se assiste a futebol e os pontuais sucessos em Andebol e Futebol de Praia são invísiveis...

Tenho pena de querer assistir a um jogo de tenis com alguém mas não ter coragem de ir ao café pedir para porem a TV no canal do jogo porque sei que ninguém vai gostar de ver.
Ainda assim, gostei de tentar cativar a minha irmã a ver o jogo comigo, e até consegui... Mas a pobre adormeceu pouco depois da meia-noite... E lá fiquei eu sozinha no sofá, até às 3h da manhã, aos saltinhos e a soltar guinchos abafados para não acordar a vizinhança...

Rafa, grande campeão!

26/07/2010

Apetecia-me mesmo.... #6

...ter mais dias como o de hoje. Não fiz questão de ficar em casa. Não fiz questão de limpar tudo... Não me enfureci com o calor. Não me lamentei pelo cansaço. Diverti-me e soube infinitamente bem... a conversa, o ginásio, a piscina, o descanso agora...
Satisfeitaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.............

26/04/2010

Apetecia-me mesmo.... #5

... ser daquele tipo de pessoas que prefere arriscar tudo, passar por imbecil, mas tentar elevar-se. Arriscar um domínio novo e diferente.
Não ser daquele tipo de pessoas que encontra um canto onde se sente confortável, uma área que domina com facilidade, e que se deixa ficar por aí, recebendo com satisfação os elogios que vão aparecendo.
Qual o mérito nisto?
Apetecia-me ser do primeiro grupo, mas acho que me pareço mais com o segundo. E não é uma questão de eu mudar. Isto é uma coisa muito intrínseca, tem que vir cá de dentro. Não dá para entrar naquele grupo. Ou se é, à partida, ou então, não.

23/04/2010

Apetecia-me mesmo.... #4

... um abraço... Eu, que nem sou nada dada a contactos físicos... Um abraço grande, envolvente, invasor, sufocante...
Um abraço. Com um perfume bom...

09/04/2010

Apetecia-me mesmo.... #3

... um almoço constituído por sopa, prato e sobremesa...


Hum... apetecia-me tanto que até é mesmo assim que vai ser.

01/04/2010

Apetecia-me mesmo.... #2


E falando em comidinhas... Qualquer dia experimento algo vegetariano...
HUMMMM............... =)

28/03/2010

Apetecia-me mesmo.... #1

Sol, silêncio e "fields of gold"...