Mostrar mensagens com a etiqueta auto-análise da treta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta auto-análise da treta. Mostrar todas as mensagens

11/04/2014

Diz que os loucos não sabem que são loucos. Certo? Que eles pensam que é tudo real e que são os outros que estão pirolitos...
Eu sei que sou louca. Sei que a minha mente é doente, com a mania da perseguição, que faço filmes, prevejo catástrofes, imagino a todo o tempo os piores cenários possíveis e o terror de toda a gente estar a pensar mal de algo que eu fiz ou de mim própria e ser incapaz de me dizer... e eis-me sempre a massacrar e a perguntar "mas está mesmo tudo bem" e a justificar tudo o que faço 20 vezes, para martírio e histeria de quem me ouve.
Mas eu sei que sou louca. Logo, isso demonstra que estas minhas paranóias não são loucura... mas são. Eu sei que são. Eu sei que sou exaustiva. Mas não consigo calá-las...
Onde é que isso me deixa?? estarei a inaugurar um novo patamar de sandice??

11/02/2014

Esquizofrenias

Dentro de mim há mundos. Há muitas mulheres: a dócil, a passiva, a fria, a orgulhosa, a solitária, a carente, a ácida, a amante... Há homens também. Há dias de um pragmatismo e inocência quase masculinos. E há bestas: há feras enraivecidas e irracionais.
Dentro de mim há lugar para todos eles. Às vezes cedem o lugar dominante uns aos outros de forma pacífica; são as variações de humor que vêm com os dias e as variações do próprio estado do tempo. Outras vezes, infelizmente, confrontam-se em debates brutais para apurar qual se irá impor.  E aí eu ouço vozes na minha cabeça, sinto impulsos ora destrutivos, ora pacíficos, alternando-se de minuto a minuto. São dias de exaustão emocional, em que me sinto cansada e frágil.
Não os sei explicar a quem me questiona acerca da estranheza do meu humor. Não os sei explicar sequer a mim própria.
Quando penso neste fenómeno, dou por mim a desejar com todo o coração que a Briseis dócil, serena, "masculina" se imponha mais frequentemente.
Pode-se dizer, acho, que tenho em mim uma versão um pouco mais elaborada e insana do Dr. Jekyll e Mr. Hyde.
Será maravilhoso se conseguir alternar entre as minhas várias naturezas tirando partido do melhor de cada uma delas em cada situação. E será catastrófico se, em vez de as domar a elas, me domarem elas a mim, numa espiral de descontrolo imprevisível e fatigante.

31/12/2013

Meu querido 2013...

...como foste bom para mim!
Foste tão bom que tenho medo da aproximação da meia noite que te vai levar e deixar no teu lugar um 2014 ainda incógnito... e se ele não se portar tão bem comigo como tu?
Trouxeste-me serenidade que eu já não tinha há muitos anos e, com essa serenidade, eu disse "sim" ao meu amor... ou trouxeste-me amor e a minha serenidade veio com ele. Não importa quem veio primeiro, importa que as duas dádivas vieram pela tua mão. E fui a sítios onde nunca tinha ido e vi coisas que me fizeram arrepender de estar fechada todos estes anos!
Não perdi ninguém. Tive alguns sustos, uns acidentes aqui e ali, algumas lágrimas, que tambem são precisas para purificar os olhos e lavar as feridas... mas ri tanto mais do que chorei!
 
2014, espero que tenhas tomado notas... sê bom para mim, aprende com o 2013!
 
 

06/10/2013

Sensação "Bolo de Chocolate no Forno"

Aquela sensação maravilhosa de cheiro e calor e antecipação fumegante. É das melhores coisas simples do mundo... Ninguém pode estar mal humorado ou triste quando se tem um bolo de chocolate no forno. É como.... é como se fosse droga, droga cheirosa que se espalha pela cozinha e depois pela casa e depois pela vizinhança e vai-se infiltrando em nós e elevando-nos o humor.
Ter um bolo de chocolate no forno é prenúncio de algo saboroso. Literalmente. E é uma excelente forma de acolher estes primeiros dias de frio.

Eu sou a Briseis. Sou sonhadora, mas de uma forma muito pouco hipócrita. A minha utopia vem com uma boa dose de realismo embutido.
Sou a Briseis e não me reconheço desde há uns meses para cá. Os meus medos e os meus senãos, os meus "mas" e os EUs, ficaram pequenos. E se me dissessem há um ano o que eu seria hoje eu teria rido até desmaiar... Ou chorado, por ser bom demais... Enfim, a vida dá cambalhotas ninguém me garante que a sua rotação tenha terminado ou vá estacionar por muito tempo mas, enquanto isso, eu faço bolos de chocolate e espero que este seja o melhor Outono de sempre...

05/06/2013

Crise de identidade

 
Coisa nunca antes vista... Eu. A je... "muá méme", como dizem os franciús, ando um bocado tristonha porque não me reconheço.
Eu era uma série de coisas. Essas coisas definiam-me. E eu gostava de ser particular e estranha e ter hábitos e gostos e necessidades que mais ninguém partilhava ou entendia. Era a minha vontade de isolamento. Era a infinidade de livros que lia. Era as músicas que eu ouvia e que interpretava só para mim. Era a fileira de personagens imaginárias que me faziam companhia, desdobramentos da minha personalidade, ora afável e madura, ora traquinas e infantil. Era eu ser zen e hedonista e calma e animal de rotinas. Eu era singular e dizia sempre "eu". Era sempre disponível e não fazia parte de nada, porque não tolerava também que ninguém fizesse parte de mim. Andava pela casa com um apanhado de cabelo esquisito e saía à rua ora arranjada, ora com ar de esfregão... não importava a ninguém.
E hoje olho para trás e sinto certa nostalgia. Porque eu era inconfundível. Tinha inaugurado o meu próprio estilo de vida e gostava... Mas agora sou uma entre tantos outros; tenho alguém, como toda a gente; faço as mesmas coisas, tenho as mesmas necessidades e rotinas, dou a mão, como outros dão; digo "amo-te" como tantos outros dizem, há séculos...
Não estou arrependida. Não trocava o que tenho agora por voltar a ser quem era. Mas gostava dessa outra EU. Gostava de poder falar-lhe, daqui. Dizer-lhe: "não temas, pequenina. Tu és suficientemente boa, és suficientemente capaz, o que tens é belo e o que és é digno. E não vais ficar só para sempre. E morrer hoje ou daqui a 50 anos não é indiferente. E as músicas que ouves e que falam de perfeição não são utopia nem são só para outros. Tu vais tê-lo também. E vais saborear e o medo de cair não te vai paralisar. Este tempo é teu, e as coisas que tens são tuas. Aproveita-as. Ri. Virá o dia em que o teu tempo será partilhado e as tuas coisas serão divididas com outros por tua livre vontade. Não temas. Girl...you'll be a woman soon..."

28/01/2013

Hoje pensei...

À força de imitar os meus ídolos e falhar, criei o meu próprio estilo...

19/01/2013

Imortais



A Imortalidade é uma ilusão, quase sempre. Uns poucos eleitos foram bafejados por ela mas a ignorância que grassa na nossa sociedade de culturas-gerais que sabem um pouco de tudo sem saberem nada de coisa nenhuma, até a esses ameaça.
Mas ele insiste que não é assim. Que basta partilhar uma música para que fiquemos imortalizados na memória um do outro. Uma música, é quanto basta... quanto mais tudo aquilo que já partilhámos...!
Não tenho ilusões a esse respeito. E comove-me tanto perceber que, embora escaldado, ele continua a mantê-las...
Será o meu pessimismo crónico, a minha mesquinhez embutida que me fazem ver as coisas desta forma? Uma forma efémera, frágil como vidros. Hoje somos tudo e todos os dias o meu primeiro pensamento vai para si... Mas, amanhã, a vida acontece, um azar acontece, a verdade acontece, e seremos repelidos um pelo outro à mesma velocidade com que fomos atraídos, mas em vez da inocência que nos trouxe, agora é algo corrosivo que nos leva...
E eu leio os seus livros, e ele ouve as minhas músicas, e eu acarinho o que é seu, e ele aceita e ri do que vai de mim, e eu vejo-me rodeada daquilo que é dele... Mas vejo sombras em tudo. Sombras que dizem "aproveita enquanto tens"... ao passo que ele anda encandeado por luzes que parecem gritar-lhe "constrói, porque será eterno".
Qual de nós andará mais equivocado?

10/01/2013

Às vezes...

...Às vezes eu pico. Eu doo.
Às vezes eu rosno e a seguir rio. Mas, às vezes, se não levam o meu rosnar a sério, eu mordo e arranho e rujo.
 
Não quero magoar. Não quero ferir. Eu aviso. Eu grito a minha imprevisibilidade e a minha exigência agressiva por espaço e controlo. Mas, às vezes, pensam que o faço por graça. Ou por desafio.
Não é uma coisa nem outra.
 
Hoje dei uma ferroada no meu amigo. Ele acusou o golpe. Eu senti-me miserável. Mas eu não vou pedir desculpa ou recuar. Que legitimidade tenho para o fazer se sei que, se me vir de novo na mesma situação, vou repetir o ataque?
 
Então, pico e afasto-me. E peço por tudo que a prudência o aconselhe a manter-se no mesmo sítio.
 

04/01/2013

O que não sabes sobre mim...

...o que pensas que sabes?
Não sabes da minha pantomima. Do papel que represento, incontrolavelmente, instintivamente. Não sabes que a dada altura os olhos me começam a pesar, as palavras secam e os músculos da cara deixam de responder. Acaba-se-me a deixa e fico atordoada porque não sei improvisar. Então sacudo-te. Tomo-te em doses pequenas, bem medidas. Para meu benefício, mas também para o teu.
Não sabes dos meus dons divinatórios. Agoirentos, sempre.
Nem imaginas o quanto me arrepia e desconcerta a tua mania de seres imprevisível. Pensas que me ajudas confessando-me os teus devaneios antes de os concretizares, para eu me habituar, para ter uma reacção antes e serenar, depois. Mas a confissão da tua insana intenção apanha-me desprevenida e desconcerta-me na mesma...
Não sabes os meus rituais. As minhas manias. E olha que são intoleráveis. Dizes que lhes achas graça, como toda a gente acha graça às primeiras vezes que o cachorrinho arranha os móveis. Daqui a nada vão começar a castigá-lo se continuar a fazê-lo. Pô-lo fora se mesmo assim não se corrigir.
Não sabes que quando eu digo dos meus desequilíbrios falo a sério. Nem entendes que quando falo da minha solidão, o faço com amor a ela.
Por fim, muito provavelmente, também não sabes que digo isto, não para preencher o vazio do que desconheces de mim. É para poderes imaginar até onde vai a tua ignorância.
 

18/12/2012

Metamorfose

...aquela vontade que dá de ousar. De "seguir a minha estrela". De telefonar. De ir. De dizer. De abraçar. De me perder.
 
Depois acordo do devaneio, no dia seguinte, e sinto o peso do que não aconteceu, do que não fui... e respiro agradecida pela minha falta de impulsividade. Como se a noite anterior tivesse sido uma metamorfose, alguma Lua que me deu, desvarios de uma imaginação recheada de histórias de terceiros roubadas de livros e filmes... Como se à luz do dia eu não pudesse suportar a farsa que a noite me inspira.
Então rastejo a minha rotina diária e, à noite, acorrento-me à rocha firme que é a certeza de que o que farei se der asas àquela inspiração insana se voltará contra mim no dia seguinte...
 
Quantas noites mais me atreverei eu a ser igual?
 

23/10/2012

Ontem ouvi...



"És um amor.
Estão a bater-te e tu pensas que é a brincar..."
vindo de uma voz leve, séria e acariciadora.

Hesitei.
Depois ri.
Depois, mais tarde, pensei no assunto.
Fiquei incomodada. ISTO É UM ABR'OLHOS!

Hoje voltei a pensar no assunto.
Olhei bem nos olhos da pessoa que me falou assim.
...e decidi reconciliar-me comigo.
Não é ideal. Mas é o que se arranja.




14/10/2012

Apontamentos...

Às vezes penso que sou solitária porque não acredito que alguém possa gostar de mim sempre.
A maior parte das vezes penso que sou solitária porque sou incapaz de gostar dos outros sempre.

O futuro é mais fácil de encarar se estiver longe, tipo "ah e tal, daqui a um ano ou dois, coiso..."
O futuro é assustador se tivermos que o colocar a curto prazo, tipo "daqui a uma semana aquilo que hoje é o meu futuro incógnito vai estar a acontecer".
O futuro assim colocado assume o papel de mãe que nos apanha em flagrante a comer Cola Cao às colheradas.

Naquele limiar do sono, em que ainda nos apercebemos dos sons e luz à nossa volta mas já não os conseguimos "processar" ou reagir, imaginei/sonhei que morria, que via uma cova... Eu, morta, via uma cova. E só pensava "vai estar escuro ali dentro e vou estar lá muito tempo... se ao menos tivesse alguma coisa para fazer, para não me aborrecer"... Vagamente pensava que a minha mãe devia estar muito triste mas a minha principal preocupação era aborrecer-me pelos séculos dos séculos... nem ao menos um livrinho...!
Arrepiei-me quando me lembrei deste "sonho".

02/10/2012

Amazing moments in life

Às vezes penso que há algo de errado comigo...
Não penso que sou única, mas penso que sou parte da minoria, sou parte do grupo de poucas pessoas que não querem (ou não sabem) VIVER com os outros.
O meu convívio com os outros faz-se em minutos bem precisos e contados, em certos locais e contextos e um deslize para fora desses limites deixa-me, às vezes, desconfortável, outras vezes, em pânico.
Às vezes penso que me falta algum químico no sistema, alguma ligação no circuito, que me faz tão singular. Tão incapaz de ser NÓS num par ou no meio de um grupo; ser sempre Eu e os Outros.
Como se fossem extraterrestres, todos. Ou eu... como se fosse eu a extraterrestre e não me possa desconcentrar em momento nenhum, dar nenhuma resposta errada, fazer nenhum gesto estranho, destacar, sob pena de ser descoberta, exposta, devassada...
Há dias em que penso que há algo de errado comigo mais insistentemente do que noutros... Hoje é um dos dias mais...
E eis que, já a preparar-me para me recolher (uma das minhas horas favoritas do dia!), a internet me atira com esta: 

(imagem retirada daqui)

...e dei-me conta que, nesta lista, só 4 pontos estão directamente dependentes de outros..
E comovi-me. Comovi-me até às lágrimas, por ridículo que possa parecer... porque, afinal, a monotonia inóspita que é a minha vida deve-se, afinal, ao facto de eu saber aproveitar maravilhosamente os meus momentos sem ninguém. Isso preenche-me. Isso faz com que eu não sinta (quase nunca) falta de gente à minha volta..

E, quando sinto, normalmente sento-me e espero que passe...

14/09/2012

Transparente


A transparência é uma qualidade de beleza unilateral. É bonita para quem a vê. E é um problema espinhoso para quem a carrega...

E é uma meretriz, também... porque se bamboleia diante dos que querem olhar, sem dar nunca a garantia de que a sua dança vistosa seja a sua verdadeira essência...

(imagem retirado do filme Atonement)

03/08/2012

O Duarte...

...o Duarte tem um dom. Eu nunca acreditei muito nessas coisas... Sou um pouco como aquele do "eu não acredito em bruxas, mas que as há, há". Ou seja, escolho não acreditar para não me perder depois no labirinto da busca e do entendimento destas coisas que em muito nos ultrapassam...Ouço, mas enquanto não me cair em cima uma evidência inequívoca sou uma céptica auto-imposta.
Ontem encontrei o Duarte por acaso. Na piscina. Contou-me histórias de coisas e de pessoas, dele próprio... Atirei-lhe com o meu cepticismo consciente e ele ia partilhando histórias, muito pouco fantásticas (no sentido de "oculto") mas de coincidências profundas. Acabou por me revelar ter ele próprio uma certa tendência para "ler" as pessoas. De ter casos concretos em que, não tendo ele feito nada no sentido de explorar essa sua faceta, ela acabou por lhe aparecer à frente de forma gritante... Enfim... Fiquei intrigada, naquela de pôr um meio sorriso, olhá-lo de lado e perguntar-me "hum... será...?!"
Ao prepararmo-nos para vir embora, ele perguntou-me casualmente, vendo a minha tatuagem na omoplata: "Então e para quando outra tatuagem?".
Eu respondi "quando souber onde a hei-de pôr, porque já sei qual será o desenho".
Perguntou-me qual, se não fosse indiscrição. Respondi-lhe que seriam os 4 naipes das cartas, e a ordem pela qual os queria... Ele emitiu um "ah..." pensativo e, logo a seguir, sem eu lhe ter encomendado o sermão, revelou-me o seu entendimento do significado da ordem que eu estabelecera...
Arrepiei-me ligeiramente, porque se eu própria tentasse descrever a minha personalidade e a minha história em 2 minutos, não o teria feito tão bem como ele o fez naquele momento.

Continuo céptica... mas vim todo o caminho para casa a rir-me sozinha e a relembrar as palavras do Duarte... Aquele maroto... Deixou-me intrigada...

27/07/2012

E já é a segunda referência literária altamente erudita no espaço de uma semana... BAIXEM-SE!

Uma das maiores frustrações é a de saber que aqui onde estou é bom, mas há algures outra coisa a acontecer... e, mais além, outra ainda... Fora todas aquelas de que eu nem sei...
O Álvaro de Campos fumava umas coisas manhosas e sonhava com papoilas mas, quando aspirava a viver tudo de todas as maneiras, tenho que admitir... The dude's got a point...

20/07/2012

Como o xisto negro absorve o calor...

...também eu tenho essa estranha propriedade. Acumulo calor todo o dia; não preciso apanhar sol directamente na pele, basta-me a temperatura do ar. Aqueço e acumulo. A minha pele, muito branca, ganha um tom avermelhado. Mais cor-de-rosa do que avermelhado, para dizer a verdade. E à noite o vento sopra perto do rio como uma bênção que a cada 5 segundos, em ondas, em vagas, vem acalmar-me o calor que sinto na pele. E eu destilo esse calor acumulado. Muito depois dos que me acompanham vestirem casaquinhos para esconder a pele arrepiada, eu continuo a emanar calor.
Esta anomalia tem algum conforto se eu pensar que sou como o xisto do qual falo todos os dias, no trabalho...
Da janela onde estou vejo o céu negro, tão negro que não se percebe onde acaba o monte e começa o céu, excepto pelo pormenor de que no monte há luzes amarelas a pontuar os caminhos dos homens e no céu todas as luzes brancas parecem ter fundido. Hoje não há caminhos celestiais iluminados...
Vejo uma esplanada onde já me sentei milhões de vezes, há anos, há eternidades, quando eu ainda não era Eu. Não invejo os que lá estão neste momento, felizes ignorantes daquilo que eu sei, que já vi, que doí. Há vozes e sons mas não invejo nada nem ninguém. Estou à janela, com as dores musculares que ganhei à custa do meu esforço, a ouvir músicas que compreendo, e cheira-me que vou ficar assim até o rabiosque ficar dormente!
Estou tão zen, tão contemplativa, que o Alberto Caeiro havia de estourar de inveja porque ao menos eu não tenho o rebanho para me chagar a cabeça.

16/04/2012

Escrevo o que não digo

Eu não sei dizer a ninguém o quanto gosto dele/a... Mas gosto de o escrever.
Não é por uma especial inaptidão para olhar alguém nos olhos e confessar uma admiração ou dependência... ...Também é isso, um pouco... mas é principalmente porque, quando olho alguém nos olhos, tudo o que essa pessoa é está ali materializado à minha frente: as tais virtudes e seduções, mas também, incontornavelmente, os defeitos e tiques, as baixezas e niquices... E eu, embora tente ver para além delas, não consigo ignorá-las!!!
Por isso, eu prefiro escrever... Porque quando escrevo tenho apenas uma recordação, uma projecção idealizada e filtrada. Na minha memória, as pessoas são perfeitas. Nela eu vou buscar razões para dizer, sem restrições "Gosto tanto de ti!".

Além de que, inexplicavelmente, quando faço uma confissão destas, sinto medo que soe falso, como bajulação ou graxismo... Paranóias.

21/03/2012

(isto dito com ar de ronha) Pronto... já que insistem...

Vá... eu bem tentei roubar assim de fininho o selo publicado no post anterior, mas o Catsone não perdoou... Por isso, meu caro, esta é para ti... E para quem mais ler...=)

1. Nome da minha música favorita?
Supergirl, dos Reamnon. 4ever!!
2. Nome da minha sobremesa favorita?
hum... neste momento, é capaz de ser Zabaione...
3. O que me tira do sério?
Incompetência.

4. Quando estou chateado?
Ui... vê-se logo na minha cara, por isso, não me perguntem "o que tens?" ou afins, porque eu vou rosnar, em vez de responder. Além de que nem sempre tenho razão para estar chateada, portantos... Quando passar, eu aviso!

5. Qual o meu animal de estimação favorito?
Na impossibilidade de as panteras serem domesticadas, o cão.

6. Preto ou branco?
Nem sempre carne, nem sempre peixe... Mas branco, a maior parte das vezes. O preto faz-me parecer muito magra, além de que foi vulgarizado pelo Luís de Matos...

7. Maior medo?
...o de vir a sentir medo.

8. Atitude quotidiana?
Saborear as pequenas coisas e trazer um pouco de alegria e um sorriso a quem se cruza comigo.

9. O que é perfeito?
Tudo aquilo que aceita as imperfeições como características de distinção e diferenciação e não como defeitos.

10. Culpa?
Alguma, em tantas coisas. Mas a um nível suportável.

Sete factos aleatórios sobre mim:
1. Faço colecção de etiquetas... das de roupa. Tenho quase 400!!

2. Rezo as minhas orações antes de dormir. ...menos quando tenho muito sono. Ou me esqueço. Ou não me apetece...

3. Tenho medo (do tipo pavor) que me saia um prémio grande no Euromilhões.

4. Sou portadora de um traço talassémico.

5. Tenho a certeza que vou ser uma velhinha hipocondríaca rezingona.

6. Se algum dia fizer uma segunda tatuagem, vai ser os 4 naipes de um baralho de cartas
(Espadas, Copas, Ouros e Paus)

7. Não sei dizer a ninguém o quanto gosto dele/a. Tento demonstra-lo em certas atitudes que, normalmente, ninguém percebe...

A quem é que ofereço este prémio?
Uiii... é chegada a parte assustadora... onde os leitores tremem e temem ver o seu nome indigitado para responder ao questionário... Meus amigos, é o preço a pagar por ganhar um selinho catita... Eu também tive que responder... Posto isto e, admitindo que me custa horrores nomear uns em detrimento de outros, gostaria de ver o selinho fatal nos blogs
do Johnny
e da Luísa.

Note-se que estive tentada a adoptar a táctica do Catsone, de não nomear vítimas, uma vez que cada blog que sigo merece um prémio de originalidade, porque mais ninguém seria capaz de escrever como vós escreveis, meus filhos... E cá ando eu num corropio, a tentar manter-me a par de todas as vossas actualizações e dar comentários assíduos aos vossos posts inspirados... Mas os cinco nomeados deixam-me realmente em ânsias para ler mais e mais posts! A vocês, meus valorosos bloggers, o meu aplauso!! ...peguem lá um selo!

...sim, rapazes... eu sei que não é lá muito másculo... mas façam o favor de aceitar!




20/12/2011

1/4 de Século

Hoje faço 25 anos...
Mas, se acordo durante a noite e, por estar ensonada ou por me ter virado muito na cama, não encontro o interruptor do candeeiro, ainda fico desesperada e com vontade de chorar...