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14/04/2012

O Pedro

O Pedro é um sonho.
É um sonho de pele morena e pestanas longas e curvas. O cabelo é preto e farto. As sobrancelhas também.
É um achado, um ponto brilhante no meio daquela juventude destravada e irreverente.
O Pedro tem uma educação irrepreensível, uma graça admirável e uma voz sonante, grave, deliciosa.
Tem piadas sãs e um sorriso límpido...
Hum... o Pedro ajudou a minha tarde a ser bem passada. E nem imagina... =)

03/04/2012

Reposteiros

Já não se vê reposteiros em lado nenhum... Excepto naquelas casas onde têm lugar actividades obscuras... e, ironicamente ou talvez não, em algumas igrejas.
Guardiões da luz e do som; propiciadores de um retiro de intimidade.
Privacidade numa barreira de veludo ou damasco pesado e opaco. O meu Eça refere muitas vezes a atmosfera acolhedora por detrás de um reposteiro.
Já ninguém usa reposteiros. Já ninguém liga àquela ilusão de distância. Preferem-se as paredes insonorizadas e os vidros fumados. Prefere-se o frio industrial à poesia quente do tecido.
Já ninguém sabe o que são reposteiros.
Eu gosto deles. Gosto até do cheiro a pó que emanam... Gosto da diferença de temperaturas entre o lado de dentro e o de fora... Gosto de imaginar um beijo enrolado no reposteiro...

18/03/2012

Abanão, precisa-se

Foi um dia muito estranho... muito pouco gratificante, em termos de trabalho. E estou a ficar constipada... E não me dava jeito nenhum ficar constipada agora... A sério que não. E os remédios deixam-me molengona...
Pelo que fiz greve de mim, assim em sinal de protesto... Meti a primeira e passei o dia simplesmente a "existir", por ser impossível fazer greve disso.
Agora já tou de pijama e já bebi um caneco de leite quente...e dou por mim a pensar que o que eu precisava hoje,para sair deste torpor, era de um empurrão meio amalucado, fora do normal e inesperado... Assim do género de... sei lá... Olhem, precisava que alguém me desse uma nalgada, pronto.

07/03/2012

Declaração assim às três pancadas...

Todos os dias... todos os dias olho para ti sem te ver... Tomo-te por garantido, uso-te a meu bel-prazer e deixo-te largado sem sequer questionar o que seria a minha vida sem ti e o caos instalado se algum dia me faltasses...
...e hoje aconteceu... Tive uns minutos agonizantes, a pensar que não seria capaz, não poderia sequer sair de casa... não estava em condições...
Querido secador! A falta que me fazes...! Com que impotência olhei para ti, inerte... e a luz que não voltava...! Eu ponderei tudo, desde faltar ao trabalho, a ir trabalhar de chapéu na cabeça e não o tirar sob pretexto algum! O meu cabelo rebelde apunhalou-me hoje e não me podia valer de ti para o domar...

E depois a luz veio! E eu corri para ti, antes que ela se fosse outra vez, e fiz de ti o que quis... E prometo que de hoje em diante te vou sempre tratar bem e acarinhar... Quero-te muito!! Não funciono sem ti...

21/01/2012

A Saga Continua: O Verme Estrebucha

...foi queixar-se ao meu chefe. Dá pra acreditar em tamanho despropósito??

17/01/2012

Como esmagar um Verme em três passos

Tratamento especialmente indicado para Vermes que são conhecidos no burgo por serem uns morcões tarados, mal-encarados, reles e inúteis, que por acaso trabalharam no mesmo edifício que nós e que ultimamente se lembraram de deixar bilhetes remelosos no nosso carro a dizer que quando nos vêem sentem batimentos cardíacos.

Passo 1
Abancar no café nas proximidades do sítio onde o carro está estacionado, para poder ver se alguém se aproxima dele. Café esse que fica ao lado do café onde o miserável já foi avistado.

Passo 2
Assim que o estupor aparece, encolher, para não dar nas vistas, olhar casualmente na direcção oposta.

Passo 3
Quando o fulano está confortavelmente sentado na esplanada (virado para o carro em questão, ainda por cima, o atrevido), ir até ele, fulminá-lo com o olhar enquanto lhe são despejadas poucas mas boas.

Nota: para um efeito ainda mais devastador, rematar com um "Arranje qualquer coisa útil para fazer da sua vida miserável. Está avisado. Agora pense."

08/01/2012

As melhores músicas de 2011

Cá está mais um desafio em corrente... Sim, sei que é irritante e que algumas pessoas ficam com tremeliques na pálpebra de cada vez que são convocadas. Mas achei graça a este... Quem me meteu nisto foi o Johnny, esse bacano. =) E com jeitinho até ficamos a conhecer umas coisas novas, e qualidade...
A coisa processa-se da seguinte forma: escolhem 5 músicas que descobriram no ano de 2011. Podem não ter sido editadas nesse ano, mas ter sido ouvidas apenas nesse ano.

1º Coldplay - Paradise

2º Reeve Carney ft. Bono & The Edge - Rise Above

3º Jamie Cullum - All at Sea

4º Maroon 5 - Moves Like Jagger

5º David Fonseca - You Know Who I Am

Pronto... acho que é mais ou menos isto... Menções honrosas vão para:
Bad Company - Seagull: velhinha mas recém-descoberta. Belíssima.
Red Hot Chilli Peppers - Wet Sand: um tesourinho que ouvi pela primeira vez este ano, completamente por acaso, e adorei!
Bruno Mars - The Lazy Song: pela boa onda e pelo vídeo hilariante.
...e vou ficar por aqui. Passo a batata quente ao Otário querido; ao El Matador que, tenho para mim, vai odiar esta paneleirice; à Fabi, que vai escolher músicas luminosas, de certeza; à Marlene, que anda muito fugida; e à Papoila, para ter mais um pretexto para por mais músicas no blog =)

03/01/2012

Apetecia-me mesmo.... #10


Parar no tempo. Apenas uma pausa. Ficar "sem rede" durante um bocado.
Apetece-me muitas vezes e, nessas alturas, ando de elevador mais do que o costume e espero, em todos os inícios de "viagem" que o elevador pare a meio e que eu fique lá trancada uma boa meia hora... Nem me importo de não ter telemóvel para me entreter. Aliás, a ideia é mesmo ficar "off the radar"... preocupa-me só que me possa dar a fome a dada altura.
Fora isso, eu desejo, às vezes com força, que o elevador pare e eu possa sentar-me no chão e fechar os olhos um bocadinho, cantarolar baixinho, não ter que ir onde sou esperada, enquanto cá fora todos correm para me tirar dali...


...Com tantos desejos tresloucados ainda acontece o estupor da máquina falhar precisamente em alguma ocasião em que eu tenha mesmo, mas MESMO, de fazer alguma coisa ou estar com alguém... Livra!

20/12/2011

1/4 de Século

Hoje faço 25 anos...
Mas, se acordo durante a noite e, por estar ensonada ou por me ter virado muito na cama, não encontro o interruptor do candeeiro, ainda fico desesperada e com vontade de chorar...

10/12/2011

ALTO!!!

Já tá o problema resolvido... As ameaças resultam sempre!!!

WTF???!!!

Desapareceu do meu painel a lista dos blogues que sigo... Sou caso isolado? O blogger tem algo contra mim??! Algum de vocês me denunciou por alguma coisa, seus desgraçados???!
Ou é mal geral e temos mesmo é que fazer uma espera ao fulano e partir-lhe aquela boca toda???!

27/11/2011

Why, Lord? Whyyyyyyyy??!

Gosto das coisas simples. Gosto da beleza harmoniosa e clássica. Gosto do sofá, como gosto da cadeira da esplanada ou do muro do cais. Gosto de cores vivas. Gosto de cães porque são o derradeiro símbolo da lealdade. Gosto de felinos porque são competentes e independentes. Gosto de ver relâmpagos e ouvir a trovada rasgar o ar 3 segundos depois. Gosto do sol que acaricia, sem cegar. Gosto de sobremesas frescas, com muitas natas e chocolate. Gosto de comer gelados no Inverno. Gosto de pôr música quando estou em casa sozinha. Gosto de trabalhar. Gosto de jogar farmville no trabalho. Gosto de deixar as pantufas pousadas ao lado da cama, direitinhas, de modo que, quando me levanto, os pés caiam direitinhos em cima delas. Gosto de não ter de procurar as minhas coisas. Gosto de saber que sei sempre onde elas estão. Gosto de conversas longas. Gosto de quem sabe ficar em silêncio. Gosto de encontrar o que outros perderam...e devolver-lhes, claro. Gosto de me mimar. Gosto de tomar o meu café sempre acompanhado de uma nata. Já gosto que me toquem no cabelo. Gosto de demorar dois minutos a mais no duche, com a água a correr quente, a ponto de queimar. Gosto de me matar no ginásio. Gosto de dizer a quem está a fazer exercícios ao meu lado: "se não estiver a doer, é porque não estás a fazer bem". Gosto de comidas gordurosas, desde os rojões, à carbonara. Gosto de limpar o pó. Recentemente até descobri que gosto de passar a ferro...Gosto de tantas coisas... por que raio há pessoasa teimar em fazer disparates que não lembram a ninguém só para me aborrecer?! Chiça...

22/11/2011

Não sei bem o que chamar a isto...

Não sou de ninguém e, por isso, preciso entregar um bocadinho de mim a toda a gente. Ocasionalmente, este "entregar" roça o "impingir" e o "impôr". Gosto de pensar que é uma aceitação recíproca, que quem me aceita o "bocadinho" recebe também em troca algum amparo e companhia. Como duas cartas que se suportam, encostadas uma à outra, para construir um castelo.

Mas até nisto sou egoísta, porque dou o meu "bocadinho" bem racionado e medido e não tolero que me peçam ou tentem extorquir mais do que isso.

Por fim, sou reles, porque não raras vezes gostava de me encostar a uma carta que já está escorada noutra. Orgulhosa demais para o manifestar, vejo, às vezes, alguem deixar em suspenso o seu suporte para me atender por um momento. E aí sou reles porque devo gratidão a quem veio e vergonha a quem ficou à espera... Reles, eu.

05/11/2011

Felinices

Gosto de me baixar e rastejar até aparecer diante de olhos desprevenidos e jugulares expostas, sem perceberem bem de onde vim... Tenho patas macias, munidas de almofadas que me ocultam as garras ameaçadoras e me disfarçam o peso no caminhar... Não há estalar de galho que me denuncie porque sou cuidadosa e metódica... Olhem...! Olhem como a minha cor tawny me faz invisível no meio dos tons-terra quentes desta selva em que vivemos...

Não sou maldosa, embora não me consigam olhar nos olhos por parecerem assassinos. Sou animal terrestre mas trepo às árvores com tanta graça como se não tivesse peso, e lanço-me pelos ares, confiadamente, como se tivesse asas. Caio sempre direita, sem perceberem como ou porquê.

Sou solitária. Não tolero companhia e também não há que me tolere bem. Adoro, busco e preciso do meu covil e, ao mesmo tempo, necessito absolutamente de pairar, explorar e perder-me...

Não me subestimem. Posso não ter resistência física merecedora de fama, mas a minha velocidade é lendária. O meu engenho é frio; o meu calculismo, arrepiante.

E não raras vezes hão-de ver-me, indolente e sedutora, rebolando-me no pó, perseguindo moscas, cheirando o vento...

Às vezes, desejaria ter nascido, de facto, como leão da montanha. ...mas nem sequer acredito na reencarnação, para poder acarinhar a ideia de ser possível, ainda, voltar cá sob aquela forma...

Ser Briseis com bigodes.

16/10/2011

Hoje estou para a estupidez...

...e para a lamechice... e para o amor e uma cabana.

É que, ligo a TV de manhã, enquanto tomo o meu pequeno pequeno-almoço (uma torradinha e o copinho de leite com café) e levo logo com as notícias das detenções e estragos causados pelas manifestações de ontem, em Lisboa e noutras cidades do mundo... Isto perturba-me e deprime-me. Mais do que ameaças de austeridade e números assustadores que não compreendo, assusta-me ver as pessoas aos magotes, revoltadas e impacientes, que gritam e insultam com caras distorcidas pelo cansaço... Fiquei verdadeiramente perturbada ao ver isto e formou-se-me um nó na garganta que impediu a passagem fácil da minha torradinha...

E depois, vindo do nada, soa-me na memória o "só nós dois é que sabemos..." cantado pelo Tiago Bettencourt, esse geniozinho adorável! E o pensamento que me fica na cabeça a partir desse momento é (vejam lá se há coisa mais pindérica): pessoas que saibam viver assim, não sentem a crise, não sentem o medo, não se importam que vidros partam e carros ardam... e também queroooo!!!



Só nós dois é que sabemos o quanto nos queremos bem
Só nós dois é que sabemos, só nós dois e mais ninguém
Só nós dois compreendemos este amor triste e profundo
Quando o amor acontece não pede licença ao mundo
Anda, abraça-me... beija-me. Encosta o teu peito ao meu
Esquece o que vai na rua
Vem ser minha, eu serei teu
Que falem não nos interessa, o mundo não nos importa
O nosso mundo começa dentro da nossa porta

Só nós dois compreendemos o calor dos nossos beijos
Só nós dois é que sofremos as torturas e os desejos
Vamos viver o presente tal qual a vida nos dá
O que reserva o futuro, só deus sabe o que será
Anda, abraça-me... beija-me. Encosta o teu peito ao meu
Esquece o que vai na rua
Vem ser minha, eu serei teu
Que falem não nos interessa, o mundo não nos importa
O nosso mundo começa dentro da nossa porta

29/09/2011

Doentinha

Éééééé... estive com um pé na cova na última semana... Pronto, exagero. Foram só três dias. Quanto à parte do pé na cova, é verdadinha. Era assim que me sentia e, pelos comentários compadecidos dos que me encontravam, o meu aspecto era condizente...
Tudo começou no Domingo, após um faustoso jantar de lombo assado com castanhas em casa da avó, que pode, ou não, ser o culpado do meu infortúnio... Certo, certo é que passei os últimos 3 dias de aparelho digestivo totalmente desarranjado, dores constantes por tudo quanto era lado, fraqueza... enfim... Dizem agora que anda mais gente assim e que é capaz de ser vírus, mas a mim tanto se me dá ser parte da epidemia ou ser caso isolado. A dor dos outros não me conforta.
Foram 3 dias longos e dolorosos, dos quais só hoje acordei com um ligeiro alívio... Mesmo assim, e porque todas as experiências são enriquecedoras, mesmo as dolorosas, aqui vai a lista do que aprendi neste transe:
  1. gosto de apanhar soro. Nunca tinha precisado de nada disso, de modos que pensei "pronto, é desta que me morro" quando, no hospital, a enfermeira, muito simpática, vem com o saquinho na minha direcção... Afinal, foi uma das experiências mais agradáveis da minha vida. Foi a eliminação gradual, mas rápida, de todo o desconforto, cansaço e dores. Um oásis no deserto inóspito que estava a ser o meu dia. 40 minutos de total relaxamento e recarregar de baterias. Maravilha... Viva o buscopan!
  2. sou um bicho solitário. Sofro só. Não quero ocupar os outros com os meus achaques nem quero que me vejam quando não estou no topo da minha forma, física ou intelectual. Não sei qual das duas pesa mais; sei que recusei toda a ajuda e acompanhamento e não avisei ninguém do meu estado. Há quem goste e precise de ser apaparicado. Eu não. Se calhar houve uma pessoa ou outra que ficou um bocadinho sentida comigo, mas que posso fazer? Se sinto que vou virar o barco, dispenso audiência... =)
  3. tenho pouca ou nenhuma tolerância à dor. Pelo menos, já vi várias vezes pessoas com dores que imagino serem piores do que as que senti, e não fizeram nem metade das caretas ou lamúrias que eu fiz... nem passavam o dia a dizer "a vida é dolorosa", como eu.
  4. sou uma péssima doente. Difícil de tratar, quero dizer. Isto porque, todas as comidas que me indicavam que seriam menos agressivas me desagradavam e me enjoavam... Canjas, sopas brancas, arroz cozido e semelhantes... Fico pior com a cura do que da doença em si.
  5. e último: por estar tão fraca, tinha que falar muito baixo, em tom monocórdico, e fazer pausas para respirar de 4 em 4 segundos, caso contrário, sentia tonturas. (Isto é muito contrário ao meu habitual, que é falar alto, de forma muito expressiva e veemente, a gesticular freneticamente e sem respirar durante 2 minutos.) Há aquelas pessoas que falam sempre, SEMPRE, como eu na minha versão doente. Se isso antes me enervava, por achar que eram pessoas frustradas, desanimadas, moscas-mortas e outros nomes feios, agora vou ser compreensiva. Quem sabe se essas pessoas não andarão permanentemente no estado em que eu me encontrava? Tenho que ser mais simpática com elas...

01/09/2011

Bicho do Mato

Sou.
Eu sei. Eu já sabia, só que não me lembrava.
Ninguém merece viver comigo porque eu também não sei viver com ninguém.
Chegar a casa a pensar que vou comer deliciosos Redon* e descobrir que já foram comidos deixa-me mal disposta para o resto do dia, quiçá da semana? Não estou a ser mesquinha. O jantar foi para dois, a dose dava para quatro, eu comi pouco, e não haver nada no dia seguinte... é de me atirar ao ar!
Chegar a casa e ver que aquela velinha cheirosa que comprei já foi encetada enquanto eu nem estava em casa, põe em desatino os meus instintos possessivos mais básicos.
Já para não falar de chegar a casa e ter uma chave enfiada no lado de dentro da porta... quando a ocupante da casa está de fones... (será que é phones?)
Acabou o sossego, acabou a previsibilidade das coisas, acabou eu deixar algo à mão de semear porque, quando voltar, já terá passado um furacão que mudou tudo de sítio e espalhou meias e sapatilhas e elásticos de cabelo em todas as divisões da casa.
Coisas inúteis como pastilhas elásticas e bandoletes estão em cima da mesinha da sala, quando o que eu queria lá era o meu livro, para lhe pegar quando me sento no sofá... onde é que ela pôs o meu livro?
Sou Bicho do Mato, pronto... Começa a chegar a hora de arranjar a minha própria toca.

* Redon: Forma erudita de dizer "restos d'ontem".

23/08/2011

Do I look like I care?



Chovia a potes, o céu rugia em trovoadas espectaculares e o mundo tinha escurecido, encolhido, pequeno ante a tormenta. Eu estava de sandálias mas tinha o coração cheio porque vi amigos e ouvi vozes de há muito tempo atrás. Cheguei a casa enregelada e esfomeada mas há algures uma foto, tirada no S. Leonardo, rodeada por nevoeiro, que regista e atesta a nossa ousadia. We didn´t care. I didn't care.



24 horas depois, amigos novos, de há pouco tempo, gozavam a sua primeira monumental borracheira e lá vou eu, armada em São Miguel Vingador, separá-los do rebanho tresmalhado, maternal e ameaçadora: "tens 20 segundos para te pores dentro do carro!". Talvez os vizinhos tenham visto, talvez tenham comentado... Mas, mais uma vez, do I look like I care? Deixei-os em casa, e voltei sozinha para a minha, a pensar que não mando nem decido nada. Eles tocam. Todos eles. Tocam e eu danço.

31/07/2011

"Qual é o melhor dia pra casar..."

"...sem sofrer nenhum desgosto?
O 31 de Julho porque depois entra Agosto."


Passei parte do dia a cantarolar esta música... Acordei após 4 horas de sono, não porque sofra de insónias mas porque fui aproveitar a festa fluorescente nas piscinas... Com direito a pinturas faciais e tudo! De modos que caí na cama às 4h30 mas às 8h30 já estava a pé e, surpresa das surpresas, bem humorada!

Mandei mensagem de aniversário simples, mas profunda e sincera, ao amigo que já não o é e, ao invés do "obrigado" seco que esperava, e que me deixaria indiferente, veio um "muito obrigado por te teres lembrado" e beijos, que me deixaram triste, saudosa, e outras coisas confusas e desconfortáveis.

E estava a ouvir esta quando a dita mensagem chegou...





Seagull, dos Bad Company

22/07/2011

Sou estranha...

...sou tão estranha que, quando vejo um episódio de "Scrubs", que até é uma série engraçadita, passo um tempo considerável (tipo, imeeeeenso tempo, mesmo) a observar as pessoas que se movimentam atrás da cena principal, atendendo telefones, escrevendo ou organizando fichas e outras coisas mais... E penso "eh, pá... isto tá mesmo muito bem feito... a quantidade de gente que eles envolvem nisto...!" E lá fico eu, mais uns minutos, completamente alheada do diálogo que está a ser travado, apenas concentrada naquele vai e vem de figurantes vestidos de médicos, enfermeiros e ocasionais doentes, que aparecem, rodopiam, cruzam o centro da cena e saem por uma porta ou desaparecem na esquina de um corredor, como se num bailado estivessem... Maravilhoso!
Chegam ao pormenor de, de vez em quando, passarem mesmo à frente da câmara, ocultando durante 2 segundos as personagens principais da cena que se está a desenrolar. É brilhante!