A nossa mente é o que temos de mais poderoso. E digo isto mesmo num sentido anatómico. Não que a localização da mente se possa apontar num esquema do corpo humano, mas tirando esse pormenor, ela sobrepõe-se à resistência de um músculo ou à dureza de um osso.
Eu tenho alimentado a minha mente com coisas algo negativas, com tristezas e medos, e a minha mente transformou-se numa máquina automática que debita dúvidas, lembranças tristes e previsões azarentas numa fracção de segundo e sem ser preciso muito estímulo. A minha mente despoleta mal-estar físico, tremuras, dor no peito e barriga, vómitos. A forma como a minha mente está formatada faz-me interpretar as coisas de forma muito intensa, exagerada, fatalista. Posso, sem medo de estar a exagerar, afirmar que nos últimos anos praticamente não tive problemas de saúde além dos que tiveram origem na minha mente, na minha ansiedade.
E isto faz-me chegar à conclusão frustrante de que, se a mente tem o poder de nos dar uma dor física, se nós a conseguíssemos dominar ou conduzir por um caminho mais positivo e construtivo, que coisas grandiosas conseguiríamos fazer! Até faríamos as coisas levitar!!
