Mostrar mensagens com a etiqueta silêncio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta silêncio. Mostrar todas as mensagens

25/06/2012

Até me treme a pálpebra do olho direito...

...porque é a mais nervosa. A esquerda não se deixa impressionar com facilidade...

Hoje o dia foi assim...

Cheguei a casa, decidi fazer gazeta ao ginásio... e desliguei o telemóvel... E, só então, o mundo pareceu ficar assim...


Imagens retiradas da Internet

Para piorar só um bocadinho a situação, a minha conta do hotmail foi bloqueada (aparentemente, alguém tentou utilizá-la para fins obscuros) há dias... Do que tenho perguntado aos conhecidos e lido na net, não é coisa deste mundo, elas serem desbloqueadas... Lá se vão os meus contactos, mais os mails históricos, mais o meu extracto bancário digital, mais a recepção de avisos de comentários no blog... Tentei criar um endereço Gmail e associá-lo ao blog, mas o estupor do blogger diz que não é possível associar um endereço Gmail à minha conta do Google... Mas o Gmail não é do Google?? mas está tudo contra mim hoje???!! Olha a porra...


E agora.... (risinho histérico).... não consigo justificar o caraças do texto......

31/05/2012

Voltei...

Foi uma escapadinha que durou pouco mais que 24h, mas que soube a muito... Levei comigo um caderninho...  em viagens e passeios dá-me para escrever... Desta vez não. Fiquei numa de contemplação e de desfrute, em vez de cansar os olhos numa folha de papel...
Forcei-me, num momento, a registar algo, para depois poder pôr aqui e, em vez de alguma reflexão ou frase encorajadora para mais tarde me revitalizar quando a lesse, descrevi apenas a sensação que estava a viver:

Só isto.

12/04/2011

Não sei...

Não sei que faça; não sei que me apetece... Se me apetece ficar enrolada numa bola, com o queixo a bater nos joelhos, ou se me apetece ir lá para fora uivar à Lua e aos passantes...

Não sei se me lateja a cabeça e sinto tonturas por inércia estupidificante, se será por tensão baixa ou males maiores... Não sei o que quero. Ando no terror que me perguntem o que tenho porque "não sei" não é uma resposta aceitável mas não sei que outra possa dar... Não sei como vou estar daqui a 2 minutos, embora desconfie que, a continuar neste torpor insensível, vá continuar a estar exactamente da mesma maneira... Não sei o que preciso. Não sei se durma, se corra e dance. Não sei se me afogue, se desperte. Não sei se sinto enjoos de fome, se estou simplesmente enjoada. Não sei de onde vem este cansaço, este desagrado por tudo... Não sei se queria que ninguém me visse, se queria que alguém me visse só a mim, e viesse em silêncio e ficasse só a ler na minha cara mortiça que não estou bem, que não sou assim, que não é uma birra... Não sei se tudo mudou, se são os meus olhos que deixaram de reconhecer feições. Não sei se quero ter alegria e ligeireza de volta, se quero que o tempo mude e chova e troveje para condizer comigo e eu poder encolher mais um bocadinho. Não sei como vou continuar a viver os meus dias assim; não sei onde estará o botão capaz de repôr a normalidade; não sei porque é que hoje sinto as pálpebras e os cantos da boca pesados, como se a pele tivesse perdido eslasticidade e fosse doloroso abrir os olhos e o sorriso; as minhas mãos parecem-me mais pálidas do que nunca. Não sei se me irei lembrar de tudo o que não posso esquecer; não sei se terei energia para fazer tudo aquilo que a minha vontade quer; não sei se encontrarei os sítios e os outros como e onde os desejo... provavelmente não. E, aí, não sei se serei capaz de reagir como uma pessoa adulta e inteligente. Provavelmente não. Vou reagir como uma miúda de 4 anos, mimada e inconsciente. Não sei, mas acho que quem me conhece se vai desiludir um bocado... Não sei se, no estado em que estou, isso me vai espicaçar a melhorar, ou se vai fazer com que me isole mais um migalhinho... Provavelmente.

09/04/2011

Olá Silêncio

(imagem retirada da internet)
...queres ser meu amigo? Suponho que não tens muitos. Não conheço ninguém que te tenha em alta conta. Se apareces no sossego e vazio da casa, assustas, como se fosses a antevisão de algum vacuo sepulcral arrepiante. Se, por outro lado, fazes a tua aparição atrevidamente, no meio de um grupo de amigos, todos se movem nas cadeira, desconfortáveis, vêem as horas, suspiram, pedem mais um copo e, sem qualquer consideração por ti, ocupam ultrajantemente o teu lugar com palavras ocas e desnecessárias. E tu vais-te, tão subtilmente como apareceste. Ninguém te curte.

Tens uma presença forte. Não é à toa que se diz às vezes que "havia um silêncio ensurdecedor". Ninguém sabe ou quer conviver contigo. Tens que entrar à socapa e, mesmo assim, és logo escorraçado, sem teres oportunidade de mostrar a tua graça pacificadora e sensata.

Vem ser meu amigo. Hoje ninguém me curte, também. Se vieres comigo, eu vou guardar a meu lado espaço para ti. E vamos estar bem no meio dos outros. Vamos travar conversas sábias e serenas, que mais ninguém vai escutar. Vamos ser cúmplices, sem nos importarmos que outros nos estranhem.

Se tivesses vindo comigo esta manhã, já teria evitado alguns dissabores... Por onde andas? Vem vedar-me os ouvidos e selar-me a boca. ...Sim, provavelmente, amanhã vamos encontra-nos e eu vou passar por ti e fazer de conta que não te conheço. Vou pousar a mala na cadeira livre ao pé de mim, como sinal gritante de que não quero companhia... pelo menos, a tua. Mas vamos ser amigos à mesma. Porque todo o terrorista tem os seus amigos que, obviamente, não querem nem podem ser vistos com ele em público.

Anda, vem...