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14/02/2014

Karma? ...és tu??

Odeio o dia dos namorados. Odiava-o antes de ter namorado. Odeio-o este ano da mesma forma... tanto que não tinha nada mais combinado com o respectivo além de um jantar de pizza e ver um filme com uma mantinha no colo...

...e eis que o rapaz, que já ontem se queixava de mal-estar, me acorda hoje tão doente que se calhar nem o vou ver, para não me pegar os vírus... Ora porra.

Sr. Karma, já percebi.

31/12/2013

Meu querido 2013...

...como foste bom para mim!
Foste tão bom que tenho medo da aproximação da meia noite que te vai levar e deixar no teu lugar um 2014 ainda incógnito... e se ele não se portar tão bem comigo como tu?
Trouxeste-me serenidade que eu já não tinha há muitos anos e, com essa serenidade, eu disse "sim" ao meu amor... ou trouxeste-me amor e a minha serenidade veio com ele. Não importa quem veio primeiro, importa que as duas dádivas vieram pela tua mão. E fui a sítios onde nunca tinha ido e vi coisas que me fizeram arrepender de estar fechada todos estes anos!
Não perdi ninguém. Tive alguns sustos, uns acidentes aqui e ali, algumas lágrimas, que tambem são precisas para purificar os olhos e lavar as feridas... mas ri tanto mais do que chorei!
 
2014, espero que tenhas tomado notas... sê bom para mim, aprende com o 2013!
 
 

26/12/2013

Ho ho ho! Já passou o Natal!

...é... acho que este foi dos anos em que estive menos natalícia... Sim, a ausência de presentes ajuda um bocadinho a cortar o espírito, quer queiramos quer não. A parte da expectativa de descobrir o que vamos receber e de ver a reacção ao receberem o que oferecemos é uma das coisas mágicas do Natal. Mas os tempos não andam famosos e cada pessoa recebeu apenas um embrulhinho modesto...
A outra parte, a de estar com a família, saiu também furada... Como hei-de explicar isto sem soar terrivelmente cruel ou cínica? A tia que já todos pensavam que ia ficar solteira arranjou um namorado cujas mentalidade e personalidade se formaram há 500 anos atrás. Não contente com nos (des)agradar com a sua presença na Ceia, ele ainda trouxe a família dele (mãe e irmã e cunhado e sobrinha) que partilham a mesma natureza (ver acima referência sobre a mentelidade do dito). Portanto, a nossa Ceia e jogos e convívio foram feitos de conversa de circunstância puxada a ferros para que os convidados não se aborrecessem ou ficassem a pensar que somos doidos, que é uma das coisas que mais adoro em nós!!... Nada de piadas ou brincadeiras em família, nada de calor, tudo muito formal... Porra, que coisa mais morna.... de modos que não estive lá muito natalícia este ano.
Melhores dias virão. Ou não. Cheira-me que agora o programa vai ser sempre mais ou menos este...

19/12/2013

Parabéns a mim (quase)

Daqui a menos de uma hora estou de parabéns...e escrevo isto com uma serenidade que não sentia há anos... Há muitos anos, mesmo...
Acreditem ou não, anos houve em que mal começava o mês de Setembro eu começava uma contagem decrescente de stress maior, cada vez maior, que culminava nesta semana de aniversário e ceias de Natal que eu odiava por me deixarem em pânico, pela sua parte social, pela parte do convívio, dos espaços fechados e quentes cheios de gente a simular uma emoção e amizade artificiais, rapidamente esquecidas nos dias seguintes... e odiava o aniversário. Odiava as surpresas, os cumprimentos, o receber a família... E todos os anos me sentia um bocadinho mais pequena, mais assustada e desajustada. E chorava. Chorava por não ter ilusões de haver desejo formulado ao apagar as velas que me valesse...

Este ano, não. Este ano estou tão serena...! Não espero surpresas, não espero nada. Olho muito o presente, não penso muito no futuro. Foi o meu Amor que me ensinou isto. Com tacto e paciência. E leio os posts que escrevi no ano passado, por esta altura e comovo-me comigo, com o que desconhecia, com o que temia. Já passou, pequenina. És grande agora. Parabéns a mim. Está quase. São 27!

09/09/2013

A Feira do Livro

Acontece normalmente no início de Setembro, cá no Burgo. No ano passado tivemos o Júlio Magalhães e o Ruy de Carvalho... Este ano o cartaz é mais modesto. Sinal dos tempos de crise.
Outro sinal é também o facto de a banca assinalada como PROMOÇÕES ou SALDOS ou LIVROS A 5€ ser cada vez maior. E acho bem. A Feira, normalmente, só é Feira de nome e os preços praticados não sofrem alterações relativamente ao normal. Acho bem que nas Feiras do Livro haja alfarrabistas e não apenas as livrarias XPTO do costume. Acho bem que haja saldos e rebaixas. Ao preço a que estão os livros, ler é considerado luxo...
Também é verdade que se lê por aí muito disparate e Sombras e coisas do dark side, vampirescas e sanguinárias e muito sensuais... (falta algo na vida desta gente, cá para mim...) A senhora da biblioteca costuma dizer que, nem que seja o rótulo do champô, o que é importante é que as pessoas leiam. Eu não acho isso muito bem. É como comer a sopa mas tirar as couves... Perde-se o objectivo principal. A ler, que se leia algo que edifique.
Fui à feira e por mais que fareje em todas as barraquinhas e sorria para as capas, venho sempre embora com uma pontadazita na alma. Porque olho tantas lombadas e fico a interrogar-me se ali estará algum potencial grande amor da minha vida... Dá vontade de agarrar nos livros todos, um por um, encostá-los ao ouvido para ver o que eles nos dizem, se nos atraem. Como fazemos com as pessoas. Quase. =)

20/03/2013

Dia Internacional da Felicidade

Soa bem. Provoca um sorriso... ou um esgar de escárnio....
Eu sou feliz. Todos os dias. Mesmo naqueles em que sinto que não, porque aquilo que sou, a minha natureza pacata, linda e optimista, dizem-me que vai passar...
Nos últimos dias tenho sido mais feliz do que o costume; porque a minha felicidade era morna e constante. Agora é mais quente e borbulhante. E instável, também.
E aprendo a não a ostentar nem fazer dela alarde. Porque há nódoas, e fios repuxados... e sítios onde o tecido está gasto e frágil... Então convém ser prudente. Aprendi a lição. Mas isso não impede que, em silêncio, eu continue a desfrutar a minha fortuna. Pés assentes.
Num dia qualquer, o nosso cérebro bloqueia; caímos no meio do chão, apagados, e quem sabe se voltaremos a ser o que somos agora?
Por isso, sejam felizes hoje!

30/12/2012

Para o novo ano...

"São as casas mais grandiosas e as árvores mais altas que os deuses deitam abaixo com raios e trovões. Porque os deuses gostam de contrariar o que é maior do que o resto. Não suportam o orgulho, a não ser em si próprios.", em "A Regra de Quatro"
 
Que, contra todos os vaticínios, o Amanhã não nos amedronte. E que não tenhamos medo de nos levantar. Não queiramos pôr-nos em bicos de pés, usar plataformas elevatórias ou subir degraus casuais. Sejamos apenas capazes da humildade de andar direitos e que, dessa forma, tenhamos a altura de que somos dignos e o reconhecimento correspondente.
Feliz ano novo para todos!

24/12/2012

A soothing song

Calma, pequenina...
Tudo passa. Não há mal ou terror que sempre dure, nem as horas negras que se arrastam na noite demorarão indefinidamente... Dá mais uma volta, respira fundo, controla os batimentos desvairados do teu peito e abdomen, acalma os tremores que te desassossegam pernas e braços... Respira e diz para ti todas as palavras confortantes que precisas ouvir... Convence-te do teu Poder. Acredita nele. Acredita na força da tua vontade, na absoluta certeza de que um "não" pronunciado pelos teus lábios tudo pode acalmar.
Ninguém te persegue, ninguém te fustiga... Não temas. Não temas agressores e, sobretudo, não temas o que te querem bem. As palavras amáveis, os gestos grandiosos e os sorrisos reconfortantes não precisam ser "pagos". Eles são-te dados gratuitamente e basta sorrires-lhes para que o dador se sinta recompensado. Não temas, não osciles sob um peso que te convenceste que tens que carregar.
Não penses demais.
 
Eu sei... Eu sei que não funciona assim. Que é doloroso. Fisicamente doloroso. E que o medo do imprevisto é esmagador. E que, para o escorraçares, tentas prever todas as situações possíveis, o que é esgotante. Eu sei que não existe um botão de desligar. Eu sei que quando dás por ti já estás a ser sacudida, sem aviso ou hipótese de recuperação, por um vendaval que te absorve toda a sanidade e dilui as proporções do mundo real. E és enorme e têm um peso maciço todos os teus gestos, todos os aspectos ridículos da tua existência, bem à vista de todos... Oh, poder ser invisível...!
Outras vezes, és minúscula, e o mundo dança a um passo que não és fisicamente capaz de acompanhar... Uma intensiva mascarada que te suga a energia e te cansa os músculos da cara.
Porque é que tão poucas vezes te sentes do tamanho certo??
 
Não temas a noite, não penses que o desassossego escolhe a hora em que te recolhes, indefesa, para te vir incomodar... Nem temas o dia, não fujas da luz nem das pessoas que ela traz...
Tem confiança em ti, pequenina. Não fujas das felicitações, elogios ou abraços que vês virem na tua direcção... Não te vão magoar, nem virar contra ti no último instante.
Olha para ti. Estás um ano mais velha. Sentes a idade que tens?

09/12/2012

Não é para perceber

Conhecem a história do cão?
O cão esfaimado fechado numa jaula e a quem colocam, do lado de fora, claro, um bifinho suculento... O cão desunha-se a tentar alcançá-lo, em vão. Está tão vidrado, tão obcecado com o bife quenem repara que alguém abriu a porta da jaula atrás dele e que, para alcançar o seu objectivo, só precisa de se distanciar, de olhar em volta, de perder a obcessão. Quando fizer isso, facilmente verá o caminho que o leva ao seu objectivo.
Eu tenho sido esse cão.
Desequilíbrio insano. E depois preparo-me para sair, como se para uma batalha ou um teste... e noto, surpreendida, que cada peça de roupa cuidada que coloco, me sinto mais "apta" e "aceitável". A cada camada de sombra que espalho nas pálpebras e cada linha firme traçada com o lápis sobre a linha das pestanas a minha máscara protectora ganha consistência.
Pareço-me com os outros, sou igual a eles e é assim, camuflada de acordo com o ambiente circundante que me apresento, mais vacilante do que aparento.
Fumar um cigarro no escuro faz-me mais arrojada do que nunca e bastou um baralho de cartas para me esquecer de mim.
Passei uma noite fora daquilo que sou. Como a Cinderela. Quando regressei a casa voltei a ser Gata Borralheira, mas tive sonhos bonitos.
De manhã, fui à missa sozinha. Uma velha amiga da minha mãe chamou-me para o lugar vago a seu lado e, vindo do nada (que teima tenho eu em buscar motivos para as coisas??) segurou a minha mão, sob pretexto de a aquecer, durante toda a homilia.
Isto são "coisas", para mim. Coisas fora do que eu sou. Às quais às vezes pareço ter alergia, outras vezes, terror... Outras vezes, sabem-me bem...

16/08/2012

Fogo de Artifício

...somos todos nós. Eu apareci, como pediram. E vocês receberam-me com naturalidade, que foi mais e melhor do que eu pedi. Como se eu pertencesse ali ainda. Como se vocês fossem iguais.
Se são iguais, não me interessam. Se me interessassem, não vos teria abandonado.
A nostalgia e as saudades dão comichão, mas longe é o único sítio onde garanto a minha sanidade e poupo o meu âmago a mais dores.
Somos fogo de artifício. Duramos um momento que parece eterno, enquanto as luzes fazem ricochete cá em baixo e o som ecoa em volta, mas logo nos extinguimos. Cada um para seu lado, cada um da sua cor, cada um no seu devido tempo.
Estou cansada. Não de abuso físico mas de exaustão emocional... Desgaste. E saudades de quem fomos antes de sermos o que tornou inevitável o que somos hoje.


15/08/2012

14 de Agosto: o que aprendi

Primeiro que tudo, aprendi (mais uma vez e, decerto, não a última) que se deve ter muito cuidado com aquilo que se deseja, porque pode, de facto, acontecer. Pedi um pouco de chuva. O céu guardou-se durante semanas para me conceder o desejo em grande.
Aprendi que quanto maiores são as expectativas, os sonhos, os planos, maiores são as possibilidades de a coisa dar para o torto.
Aprendi também que, às vezes, é mesmo necessário cortar amarras de alguém, para que essa pessoa, à distância, nos veja por inteiro e respeite a nossa integridade.

Dancei um pouco à chuva. Menos do que queria. Choveu mais do que eu desejei. Tudo fugiu e o14 de Agosto não aconteceu este ano.
Mas disseram-me "aparece amanhã".
E isso valeu milhões. Valeu a minha vitória.

E, por todos os motivos, por coincidência e também por consciência da letra, a música do dia, todo o dia na minha cabeça e nos meus lábios:



Things will never be the same, Still I'm awfully glad I came
Resonating in the shape of things to come, Never waiting when I know there's only one
Messed it up but rest assured, No one ever thinks they're cured
Just a minute while I reinvent myself, Make it up and then I take it off the shelf

Over the laws of light
Over the moon by midnight
Let's do it all this time
Everyone wishing well, we go and
Everyone knows, anything goes
and now
We are the lotus kids
All better take note of this
For the story

The rising moon is on the shine, The blood of scorpio's a nine
Like the fear that's in eyes of every doe, Say it now 'cause John and Jane would like to know
Is it safe inside your head? Songs to serenade the dead
All along I said I know no enemies, Mix it up until there are no pedigrees

Over the laws of light
Over the moon by midnight
Let's do it all this time
Everyone wishing well, we go and
Everyone knows, anything goes
and now
We are the lotus kids
All better take note of this
For the story

Over the laws of light
Over the moon by midnight
Let's do it all this time
Into the shadows showing
Enter the rolling tide
Over the ocean so wide
Let's do it all this time
Everyone wishing well, we go and
Everyone knows, anything goes
and now
We are the lotus kids
All better take note of this
For the story

14/08/2012

14 de Agosto... again.


E é isto. Tá tudo dito.
Oxalá encontre "as minhas pessoas". Oxalá consigamos concretizar o brinde que fizemos no ano passado. Oxalá chuvisque. 14 de Agosto debaixo de chuva seria novidade para mim e, desde que a música não parasse, eu juro que não arredaria pé...


Eu sou avariada, agorafóbica, egocêntrica, anti-social e essas coisas todas que já ouvi tantas vezes que, em vez de defeitos, até já me começam a soar bem... Mas o 14 de Agosto tem uma qualquer influência em mim... Como a lua. Uma lua que brilha só uma vez por ano. 

It's on, people!

03/08/2012

Briseis has left the building

Vou passar o fim-de-semana fora... Nada de mais. Sair sexta à tarde, regressar no Domingo, porque segunda já se trabalha... Hei-de estar por aí em alguma terra litoral, confesso que ainda não tenho a certeza onde, a apanhar banho de sol, já que os de mar não são muito para mim...

Mas não deixarei o blogue abandonado, respeitando a campanha a que muito prontamente aderi, quando foi lançada... Não é à toa que nos últimos dois dias escrevi 4 posts... Sem contar com este.
Não quero que lhe falte nada. A ausência é curta, nem vai ser notada; a tigelinha da comida está cheia, água também há... Estou confiante que os vizinhos e seguidores passarão de vez em quando a ver se está tudo bem...Obrigada a todos por isso... =)
Bom fim-de-semana, que me vou...

02/08/2012

Emigrantes... O REGRESSO

...e cá estão eles outra vez... Ao contrário dos outros anos, em que brotavam do chão do dia 31 de Julho para o primeiro de Agosto, qual praga de cogumelos viscosos, este ano foram chegando aos pouquinhos, insuspeitadamente, a partir da terceira semana de Julho... Fizeram a coisa bem feita, os marotos... Mandaram uma centena de batedores, fazer o reconhecimento, estudar a fauna nativa e, ao mesmo tempo, fazer com que esta se habituasse à sua presença... Aos pouquinhos, a nossa vista habituou-se novamente às matriculas esquisitonas, aos carros personalizados com os símbolos nacionais bem à vista, à música popular ou, em alternativa, o Best of do falecido Michael Jackson a berrar de lá de dentro...
Mas eis que o primeiro de Agosto chega e a táctica muito habilmente adoptada se revela inútil, porque é impossível disfarçar a chegada do resto desta manada ruidosa... E uma distância de 500 metros passa a ser uma morosa viagem de meia hora... e as rotundas verdadeiros lugares de carnificina e tangentes arrepiantes, e os passeios, por muito largos que sejam, são pequenos, porque esta gente vai em bando para todo o lado... Valha-me...
E depois há momentos, aqueles momentos de beleza e cómico surpremos, como o condutor barrigudito, dono do carro cor de laranja, de onde vem Michael Jackson, que sai da viatura enquanto está parada no meio do trânsito e fica ali, um passo para cá, um passo para lá, apoia-se na porta aberta, a mirar as redondezas... Ou a dos papás babados que passeiam os filhotes, que aparentam ter coisa de 5 e 8 anos, totalmente vestidos com o equipamento da selecção nacional... incluindo meias pelos joelhos... em pleno calor do Verão duriense... Isto é de uma violência que só visto...

Novamente repito: nada contra o emigrante. Tenho uma carrada deles na família. Mas não há pachorra. Em Roma, sê romano. Em Portugal, sê simplesmente Português...caladinho.

31/07/2012

Eeeeeee... Qual é o melhor dia pra casar...outra vez?

Há um ano, isto.

Um ano volvido... Não passei parte do dia a cantarolar a música... Nem me lembrei muito dela... Mandei mensagem de aniversário ao "amigo que já não o era" e que continua a não o ser... Mensagem mais sã do que no ano passado, igualmente sincera... com uma indirectazinha assim muito pukanina e insignificante... Após levar o seu tempo a responder, a resposta, que eu esperava (tal como no ano passado) seca e indiferente, veio (tal como no ano passado) calorosa e reconfortante. Um "muito obrigado amiga B"... No ano passado fiquei meio sensibilizada... este ano, não fiquei de maneira nenhuma... o ar é que ficou mais respirável... =) 
E, só para que, tal como no ano passado, fique registado, a música no rádio era esta...




Coincidência gira, hem??

23/07/2012

Para a "Adorable One"

Chego à conclusão que isto, isto tudo, a Vida, ou lá como lhe chamam, se assemelha terrivelmente a um bailado. Cada um tem o seu próprio ritmo e o seu próprio estilo a executar e tentamos, até à exaustão, fazê-lo coincidir com o do vizinho do lado, para não termos que enfrentar o terror do som e das luzes sozinhos. Estendemos a mão confiadamente, mas e se outra não estiver lá à  nossa espera? É difícil e desgastante encontrar uma sintonia como a nossa. Temos apenas uma de duas hipóteses: lideramos e esperamos que alguém tenha a humildade de se adaptar a nós, ou andamos nós esquecidos do nosso esquema e procuramos adoptar o de alguém. Queremos um parceiro. Alguém que esteja à espera que terminemos a volta para voltar a segurar-nos com força, não estarmos sujeitos ao escrutínio dos observadores que se encostam nos cantos...
Um tremendo bailado onde cada um ouve a sua própria música. Será legítimo condenar os que não conseguem ou não se esforçam por sincronizar a vida com a nossa?
Eu gosto mais de dançar sozinha. Só sei dançar acompanhada as músicas populares do 14 de Agosto. No mais, a perspectiva de ter um par deixa-me nervosa. É um par de olhos e de mãos e de pés, sabe-se lá o que mais, a quererem coordenar-se com os meus. Danço só, modestamente, sem picos eufóricos mas também sem pisadelas.
Como danças tu?

13/06/2012

A long, long time ago...

Era uma dessas noites de Verão de arraial, gente na rua e cheiro a pipocas, algodão doce e suor no ar... Estavam os amigos, mais os primos e os amigos e os conhecidos dos amigos. Não sei qual destes era o parentesco dele com um dos elementos do meu grupo. Acho que tinha vindo de Lisboa, para ver como eram as festas no Norte... Não me lembro do nome dele. Já nem lhe consigo lembrar o rosto. Tenho uma vaga ideia de uma pele bronzeada, roupa largueirona e uma fita na cabeça, a puxar para trás os cabelos que eram assim para o compridos e rebeldes. Na altura via-se muito, culpa de uns personagens da primeira edição da Operação Triunfo, embora eu tivesse a certeza que aquilo era um toque de estilo genuíno e não um rasgo de fashion victim.
Fomos para o cais, para assistir ao arraial, abancámos num dos embarcadouros flutuantes e ficámos à conversa até chegar a meia-noite. As posições sentadas na madeira dura e sem encosto começaram a incomodar-nos e tentámos ajeitar-nos de forma a ficarmos mais confortáveis. Solícita, ofereci as minhas pernas para ele apoiar a cabeça, se se quisesse deitar e fiquei de pernas estendidas, o tronco inclinado para trás, apoiada nas mãos. Quando o arraial começou, todos de olhos postos no céu mesmo por cima de nós e calados, por o som impossibilitar qualquer conversa, senti que ele moveu o braço que tinha pousado no peito, rodeou-me a anca e com as pontas dos dedos começou a acariciar-me o fundo das costas... Bem no fundinho. Não ousei mexer-me, não olhei para ele, não dei qualquer sinal de ter detectado o movimento, precisamente porque não queria espantá-lo. Mas, durante aqueles minutos, eu estava a olhar para o céu, mas não via o fogo de artifício...
Não falámos sobre isso, não houve nada. Não sei sequer se alguém do grupo reparou. Provavelmente não. Gostei do atrevimento daquele estranho. Lembrei-me desta história poucas vezes ao longo dos últimos anos; agora, o que motivou esta lembrança querida foi mais um dos posts belíssimos publicados pelo Bagaço Amarelo, do blog não compreendo as mulheres. Bagaço, se vieres cá parar e leres isto: em suma, é esta a razão pela qual gosto tanto de ler o que escreves e tento fazê-lo sempre que posso. Tu acabas por descrever e partilhar coisas que já vivi tantas vezes, e fazes-me crer que não fui só eu que "vibrei". O sonho de todas as mulheres é saber que conseguiram tocá-lo, a ele, ao "tal", como as tuas mulheres te tocaram a ti... =)

08/04/2012

Páscoa

E eis que a Luz se renovou, numa mensagem de esperança e encorajamento, num reforçar da perseverança e da Fé.
E eu estou Iluminada! Estou toda em labaredas... O dia começou ligeiramente pior do que seria suposto, é o que dá estar a trabalhar em dias santos... Mas estou Iluminada. Estou on fire.
Somos chamados por Ele de formas pouco convencionais, através de vozes estranhas e gestos difíceis de reconhecer. Mas hoje, porque tudo é Luz e os sinos tocam a todo o momento e tudo se veste de branco para celebrar a Vida, é mais fácil percebermos a presença do Espírito... Ou talvez seja apenas eu que, por estar Iluminada, tenho a mania que vejo sinais em todo o lado... =)
Páscoa Feliz para todos! ...a Cruz continua lá, mas está agora adornada de raios gloriosos de Ressurreição!

14/02/2012

No final de contas... ainda bem...

Será que te lembraste de mim hoje? Terá sido com uma saudade como a minha? ...ou antes com aquele desprezo involuntário de quem tem a certeza que está na mó de cima, porque não és tu quem está só? Eu hoje lembrei-me de ti... Das coisas ridículas que já fiz neste dia e também das vezes em que o passei num genuíno espírito de desinteresse.
Sem ironias ou azedume, sem presunção ou esperança, digo-te que hoje me lembrei de ti, do que fomos e do que poderíamos ter sido. Lembrei-me, com pena, da possibilidade que não chegámos a ser.
Estou aqui. Não vou receber flores, hoje... Ainda bem, por um lado. Não é coisa que goste muito de receber. E não gostaria também de saber que tinhas andado na rua com elas na mão, como hoje já vi outros. Como se, em vez do ramo, trouxessem uma placa a dizer: "Sim! tenho uma mulher à espera disto e, quem sabe...? I might get lucky today!"
Ainda bem que fomos poupados a isto...

01/01/2012

"Next Year" is Now



Next Year,
Things are gonna change,
Gonna drink less beer
And start all over again
Gonna read more books
Gonna keep up with the news
Gonna learn how to cook
And spend less money on shoes
Gonna pay my bills on time
File my mail away, everyday
Only drink the finest wine
And call my Gran every Sunday
Resolutions
Well Baby they come and go
Will I do any of these things?
The answer's probably no
But if there's one thing, I must do,
Despite my greatest fears
I'm gonna say to you
How I've felt all of these years
Next Year, Next Year, Next Year

Nota: as resoluções acima referidas em nada se assemelham às minhas, uma vez que eu já sou quase todas aquelas coisas. ...sim, é verdade. Estou próxima da perfeição...