Mostrar mensagens com a etiqueta trabalho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta trabalho. Mostrar todas as mensagens

14/12/2013

Sê protagonista da tua própria vida

É isto. Cada pessoa deve aspirar e contentar-se em ser protagonista na sua própria história. Cada vida, um filme. Há-os trágicos, de acção, romances, de suspense, com finais grandiosos, ou com finais que desapontam. Mas, em cada filme, cada vida. tentemos ser os protagonistas. Todos os males do mundo começaram por haver alguém a tentar roubar o lugar de outro. Por amor, por fama e reconhecimento, por riqueza, seja ela de que natureza for. É por tentarmos tornar o nosso papel e a nossa personagem noutra coisa que picamos o espaço uns dos outros.
Ando sem pachorra para as pessoas, mas não é um "sem pachorra" inerte e passivo; é um "sem pachorra" feito de ironias secas e tacadas cheias de requinte...  E gosto deste estado. Levo menos coisas para casa, rio mais do que antes só me causava irritação e revolta; os dias são mais leves assim e eu pasmo ante a maravilha que é observar o teatro de cada um... Noutro dia serei actriz principal. Hoje sou mais espectadora.

30/10/2013

oubelá.... mas tu és burro/a, ou comes merda às colheres?

Aceitam-se sugestões de frases mais polidas para mandar àquela parte pessoas "escusadas" (para não usar vocabulário mais colorido).
Eu sei que este tipo de palavreado não é adequado a uma "sô dona leide", mas há momentos em que nada mais ocorre.
As pessoas andem aí. Pessoas. Algumas são muito Pessoas, outras são-no muito pouco. Entre umas e outras, o dilema de decidir a todo o momento se me atiro ao ar, se parto a louça, se aceito e tenho paciência porque, enfim... ninguém se faz... Quiçá? serei eu que estou errada?? Ohhh...mas é o drama... o horrore! ...lidar com Pessoas. Há dias em que preferia lidar com bichos...

17/10/2013

Ei... estamos no outono!

Estou hoje de um azedume que chega a ser ridículo... o dia de trabalho, depois de dois de folga, foi acolhido como se de uma segunda feira se tratasse, no mau sentido. Sim, porque eu até costumo saudar as segundas feiras com bom humor... O trabalho foi particularmente aborrecido e monótono e nem o ginásio me animou. Não sei. Estou como o tempo. Cinzentão e frio e a ameaçar piorar. Ainda vai haver trovoadas...
Sorri pouco hoje... mas que querem? nada me entusiasmou ou divertiu. Foi um dia absolutamente inóspito... Nem sequer estive com o meu respectivo. Se bem que, dado o meu estado de acidez, talvez isso tenha sido bom. Porque, e aí é que eu queria chegar, eu não quis animar-me. Não me esforcei por conversar ou me entreter. Estive outonal e aceitei o estado. E, tendo em conta que ultimamente ando toda dengosa e é só amoorrrrrrree e coraçõezinhos a flutuar à minha volta, até apreciei estar de pés na terra. Reconheci-me um pouco. Fico mais atenta e introspectiva assim. Estou outonal, but i like it...

08/02/2013

Saber recuar



Desistir não é bom. Não arriscar é a frustração suprema de aceitar permanecer ad eternum com mais um "e se...?".
Mas eu acho que a prova maior de sanidade é reconhecer quando o preço a pagar (a perda da serenidade) e o risco de não conseguir são maiores do que a recompensa de ir e vencer. Eu reconheço isto.
 
Eu não gosto de desistir. Eu luto, sempre que posso e que me é fisicamente suportável. Mas às vezes a luta agiganta-se ainda antes de começar. E o meu sono, as batidas serenas do meu coração, as minhas mãos quentes, a minha sanidade e o meu apetite não merecem ser sacrificados desta forma. Não sempre. Não porque é o normal e o esperado. Eu não sou normal, não reajo normalmente às coisas e o que é esperado de mim pesa-me de uma forma insuportável.
Não me orgulho de fugir. Vou ter vergonha e vou pedir desculpa, mas estou a aprender a caminhar sem medo e é um erro desatar a correr só porque me desafiaram a isso.
 
Sanidade é reconhecer onde estou e sopesar aquilo que tenho a perder contra o que poderei ganhar. E desta vez, para minha vergonha e frustração, mas para meu sossego também, vou recuar perante um desafio.

26/09/2012

Ai, as Fundações...

A minha está, fatalmente, na lista das que vão ser extintas. Assim. Sem apelo nem agravo. Caso encerrado. Declare-se o óbito.
Isto não é dito numa de "a minha é melhor que a da vizinha", mas a extinção da FMD é de uma brutalidade inconsciente. É uma região que se vê, MAIS UMA VEZ, oprimida e abandonada. É retirar uma das poucas esperanças a este interior em que ninguém tem interesse, excepto os estrangeiros e, diga-se a verdade, alguns portugueses também... São eles que chegam cá e se espantam com o que há para fazer numa região que é um tesouro vivo e que vai morrendo por os apoios não chegarem e não se fazer nada que seja verdadeiramente no sentido de o engrandecer e promover...
E os cantares das vindimas este ano soam mais tristes do que nunca.
Os 30% que foram retirados a outras fundações chegariam para nos manter a nós durante ANOS.
É uma atrocidade. Quando achamos que já não nos podem tirar mais nada, que já não nos podem diminuir mais um bocadinho,eles surpreendem-nos...
Claro que há esperança... claro que as autarquias irão fazer tudo o que for possível para fazer compreender o equívoco que se quer cometer... mas o simples facto de se propor uma coisa destas é escandaloso...
Acabam com a nossa vontade. Depois de acabarem com os nossos sonhos de uma vida melhor no dia de amanhã, depois de nos convencerem que vamos sobreviver em vez de viver, depois de nos humilharem até ao limite, acabam com a pouca esperança que tínhamos e orgulho de que, ao ficar, ao perseverar, estaríamos a ser heróicos por não desistirmos do que é nosso... Acabam com tudo. O que mais restará para nos tirarem no fim disto?

12/08/2012

I'm Tracy Jordan...

Dizem que é dia de festa hoje... Que a festa é esta semana... Para mim, não. Foi ontem... também há-de ser amanhã... mas hoje não. Hoje não acordei para aí virada. Dei folga à energia e à boa disposição, para irem curtir o dia juntas e, coincidentemente, parece que uma data de gente com quem me cruzei se lembrou de mandar a decência e a inteligência para o mesmo destino... Encontrar-me com essas pessoas hoje não foi um golpe de grande sorte.
Pelo que estou retirada do mundo. Recolhi-me no meu casulo escuro e lá fora as ruas podem inundar de gente, as colunas podem rebentar, as luzes podem estourar, que eu estou em retiro e daqui a nada vou comer umas colheradas de gelado de capuccino...
Queria dormir. Mas sem a parte do "adormecer". Não quero deitar-me e fechar os olhos e ouvir o silêncio ser cortado pelas vozes na minha cabeça. Apetecia-me estalar os dedos e....pumba. A dormir.
Por isso, fico recolhida, não a dormir mas em vigília.
... e como eu sou profundamente egocêntrica, lá tive que vir pôr aqui alguma coisa, porque se eu não estou na festa lá fora, então é porque a festa não existe. E algo tem que existir. Alguma coisa tem que receber os raios luminosos da minha atenção e brilhar com o meu génio... Because I'm like Tracy Jordan... 


Querido blog... Bloggers giros que me seguis... sois vós os contemplados!

25/06/2012

Até me treme a pálpebra do olho direito...

...porque é a mais nervosa. A esquerda não se deixa impressionar com facilidade...

Hoje o dia foi assim...

Cheguei a casa, decidi fazer gazeta ao ginásio... e desliguei o telemóvel... E, só então, o mundo pareceu ficar assim...


Imagens retiradas da Internet

Para piorar só um bocadinho a situação, a minha conta do hotmail foi bloqueada (aparentemente, alguém tentou utilizá-la para fins obscuros) há dias... Do que tenho perguntado aos conhecidos e lido na net, não é coisa deste mundo, elas serem desbloqueadas... Lá se vão os meus contactos, mais os mails históricos, mais o meu extracto bancário digital, mais a recepção de avisos de comentários no blog... Tentei criar um endereço Gmail e associá-lo ao blog, mas o estupor do blogger diz que não é possível associar um endereço Gmail à minha conta do Google... Mas o Gmail não é do Google?? mas está tudo contra mim hoje???!! Olha a porra...


E agora.... (risinho histérico).... não consigo justificar o caraças do texto......

06/04/2012

No trabalho...

...quando estou na vigilância da exposição em vésperas de feriado... Sim, exposição. Trabalho num museu. E sim, faço também vigilância, onde tenho que andar a perseguir desenfreadamente os visitantes... para garantir que têm um acompanhamento, em caso de dúvidas, ou uma traulitada na cabeça, em caso de gostarem de ver com as mãos...
Dizia eu, quando estou na vigilância em vésperas de feriado, que costumam significar montes de gente a entrar a toda a hora, obrigando-me a ficar por longos períodos a circular por lá com ar de quem está de facto a fazer algo de muito interessante e criativo, ou a estudar, ou a examinar as peças... Tudo menos ficar de olhar colado nas pessoas, como acontece nas lojas dos chineses. Odeio. Quando sou olhada dessa forma, fico a pensar se terei ar de terrorista, portanto, não quero incutir essa sensação de desconforto nas pessoas...
Então, pela terceira e última vez, quando estou na vigilância em vésperas de feriado, eu comporto-me como se estivesse numa festa... onde eu sou algo próxima do anfitrião. Vou circulando pela sala, com um meio sorriso nos lábios e nos olhos. Só meio porque, se fosse completo iria parecer uma tolinha; se fosse ausente de todo, iria parecer hostil. Meio sorriso no rosto, vou circulando lentamente, parando para observar algum pormenor  em algum objecto, cumprimentando polidamente as pessoas, oferecendo-me para tirar dúvidas aos velhinhos (já disse aqui que adoro velhinhos!), perguntando aos mais pequenos se sabem o que é isto ou aquilo, para que aprendam de onde vieram e que os museus não são uma seca... Entabulando uma conversa de 2 minutos acerca de alguma curiosidade, ouvindo com genuíno interesse as experiências e conhecimentos que as pessoas estão dispostas a partilhar...
Enfim, o truque para aguentar horas de pé, dentro do mesmo espaço a ser constantemente invadido por pessoas desconhecidas é este: atitude de recepção/evento/festa em que somos próximas do anfitrião. Aprendam comigo. Vão ver que ajuda.

23/03/2012

Ambientes inóspitos


São chatos... São medonhos. Fazem as plantinhas ficarem feias e ressequidas... Também, não é de admirar... Se todos os dias são uma luta pela sobrevivência, é natural que toda a sua energia se concentre em apurar a sua resistência, em revestir-se de uma carapaça dura, em camuflar-se, em criar egoísticamente reservas para quando chegarem dias piores... Que se dane a beleza e a vivacidade das cores mais a exuberância do porte... "Prefiro ser um cacto vivo, do que um narciso moribundo", é o lema. A culpa é do ambiente. As plantinhas não gostam de se transformar em coisas brutas e primitivas, sem cheiro nem cor, com picos ferozes. As plantinhas não gostam mas também não têm alternativa... Coitadinhas das plantinhas...
Abaixo o ambiente inóspito mais os germes, vermes e fungos que o fizeram assim!! EU NÃO QUERO TRANSFORMAR-ME NUM CACTOOOOOOOO!!!!

18/03/2012

Abanão, precisa-se

Foi um dia muito estranho... muito pouco gratificante, em termos de trabalho. E estou a ficar constipada... E não me dava jeito nenhum ficar constipada agora... A sério que não. E os remédios deixam-me molengona...
Pelo que fiz greve de mim, assim em sinal de protesto... Meti a primeira e passei o dia simplesmente a "existir", por ser impossível fazer greve disso.
Agora já tou de pijama e já bebi um caneco de leite quente...e dou por mim a pensar que o que eu precisava hoje,para sair deste torpor, era de um empurrão meio amalucado, fora do normal e inesperado... Assim do género de... sei lá... Olhem, precisava que alguém me desse uma nalgada, pronto.

15/03/2012

Pascoal - o regresso


Ei-lo! Faz amanhã um mês, se não me enganei nas contas... Apanhou ontem a última injecção das muitas que andava a fazer, de cálcio e ferro e mais não sei o quê... Já quase se consegue levantar sozinho sem dificuldade, precisa só de um bocadinho de motivação. A vista do biberão funciona muito bem! O pêlo está muito bonito e macio, os olhos atentos. Anda durante muito tempo a investigar o chão e diverte-se a roer tudo o que encontra, sejam ramos secos ou pontas de cigarro... (?!) Não gosta muito de andar na relva. Prefere ficar no paralelo, à sombra.
As patinhas de trás é que continuam a não estar na melhor forma. Pensamos que foi do frio que apanhou durante os primeiros dias, ou que a mãe lhe caiu em cima, porque não mexe lá muito bem a anca nem dobra a pata traseira esquerda.
Mas, no geral, está um pequenote vigoroso, o Pascoal. =)


P.S. Quando publiquei o texto, esqueci-me de referir: há 2 dias ouvi a voz do Pascoal pela primeira vez!! Um sonoro mééééééééé, porque estava na hora do biberão, que estava a tardar... =)

03/03/2012

Pascoal

O Pascoal é esta coisa amorosa que na última semana se tornou a mascote do pessoal lá no trabalho!
Faz hoje duas semanas de vida, mas a fotografia foi tirada quando tinha 10 dias. Tem uma irmã que, segundo me foi dito, parece uma gazela vigorosa mas, a ele, a mãe enjeitou-o e, por isso, o pequeno estava magrinho e fraco, ao ponto de nem conseguir caminhar. O dono trouxe-o para o trabalho para poder alimentá-lo durante o dia... e lá fica ele, cá fora, no jardim, dentro do cestinho, de preferência sem apanhar sol, porque o pelinho dele é lã quentinha. E lá vamos nós de vez em quando espreitá-lo.
O veterinário disse que ele tem uma anemia grave, daí estar demasiado fraco para caminhar. Apanhou uma série de injecções, sendo que uma delas, quando o veterinário lhe agarrou a pele do cachaço para lha dar, atravessou a carne de uma ponta à outra... pobrezinho do Pascoal!
Agora tem um ligeiro cheiro a hospital e remédios e tem um bocadinho de medo das pessoas porque todos os dias lhe dão injecções... Mas já caminha um pouco, vira a cabecita para todo o lado se ouve sons e os olhos já têm um pouco mais de cor e brilho... e um dia há-de ser um carneiro matulão, e... não há-de ir parar ao forno, ao contrário daquilo que nós, a brincar, dizemos!

21/02/2012

Frontalidade

O que é isso???! Naaaa... Não me cheira... A menina deve estar equivocada. Não existe disso por aqui, pelo menos em quantidades assinaláveis que mereçam ser consideradas... Naaa... Está há muito extinta. Mais facilmente se encontra alguém que fale Mirandês. Nop. Não pode ser... Se lhe disseram que havia disso, enganaram-na à cara podre... Ah! Não lhe disseram? ...foi a menina que pensou por si?! Baahhaaa... esta agora foi boa... Aposto que é a campeã do "não te pagam para pensar" lá do sítio, hem? Esta foi boa... até me choram os olhos... ai, que me mijo...

16/07/2011

That's Right: I'm Good!

nota: a afirmação do título deve ser entendida como algo momentâneo e transitório. Como tal, o "I'm" significa "estou" e não "sou"... boa, neste caso.



É que há aqueles momentos de inspiração divina e deliciosa falta de contenção verbal, em que falamos ininterruptamente durante mais segundos do que aqueles que pensávamos que os nossos pulmões e diafragma conseguiam aguentar, e que resultam, não num desmaio, como seria lógico pensar, mas numa erudita enxurrada de contestações, críticas e "meto-te num bolsinho" e "não ando aqui a dormir", que em boa hora vem vingar alguns sapos engolidos e previne já futuros ultrajes... O mais extraordinário disto tudo é ter sido o chefe a originar e a levar com a dita enxurrada. E isto é extraordinário porque, normalmente, o chefe é quem provoca, nunca quem leva. Mas hoje estou boa... Tão boa que consegui fazê-lo sem o afrontar directamente ou desrespeitar. Curta e de fininho...

...Além de que ontem recebi um elogio maravilhoso. Sou encantadora, para resumir. E com pessoas encantadoras não se brinca.

02/05/2011

Daniel Godri e a Teoria dos Bola Murcha

Hoje e, infelizmente, pelos piores motivos, senti vontade de partilhar com vocês esta pérolazinha deste senhor Daniel Godri que, tenho cá pra mim, era capaz de vender um pente a um careca! É um grande orador eu gosto particularmente deste vídeo...





E é isto... Mais nada. Foi por causa deste tipo de gente que o meu dia de hoje azedou... Não muito, porque "Bola Murcha" não merece atenção, mas é sempre triste apercebermo-nos de como temos permanentemente olhos mesquinhos postos em nós, de como vivemos rodeados de gente atenta, activa e criativa, não no seu trabalho, mas na fiscalização, crítica e denúncia do trabalho alheio. É triste vermos pessoas cuja vida não interessa nem vale o suficiente para que cuidem dela com carinho e afã, e se dediquem a denegrir as vidas dos outros para que as suas não sejam o único exemplo de vazio e desolação... É triste e, normalmente, tento ignorar. Mas, além de todas aquelas coisas que o Godri referiu, o "Bola Murcha" também é de uma persistência ultrajante... como as melgas. Bem podemos abana-las e perseguir e passar de raspão mas, enquanto não as esmagarmos não teremos sossego... Eis-me, hoje, munida de mata-melgas!

09/03/2011

o Trio Dinâmico


Eles eram o TRIO DINÂMICO. Agiam e faziam e aconteciam. Adorados e invejados por todos, em igual e perigosa medida. Eram a face lavada e reluzente da instituição. Vestiam a camisola. Competentíssimos e briosos. Preferidos e sobrecarregados, satisfeitos, apesar de tudo.
Havia o cómico-fofinho-prestável-subserviente-que diz a tudo que "sim". Havia o também cómico-razoável-ponderado-assertivo-que diz a tudo que "sim, com esta condição". E havia a espectadora, a que ria do cómico dos dois, que achava fofinha a fofura de um e admirava a assertividade orgulhosa do outro, que dizia a tudo que "sim", a menos que estivesse "naqueles dias", oscilante entre a subserviência intrínseca e a noção irritante de que era necessário abrir os olhos!
Com uma incapacidade crónica para lidar com dilemas e uma mente demasiado estreita para albergar dois favoritos, matou-os aos dois. O subserviente, foi canja. Na sua ânsia de agradar, obedeceu imediatamente quando ela, a despropósito, lhe disparou um "ok... muito bem... béri well... now, kill yourself". O outro, teve que ser mesmo à paulada, já que não havia sugestão ou influência que penetrasse aquela carapaça todo-poderosa.
Agora, morre afogada em trabalho e, sem um modelo afável-prestável nem sério-poderoso que a inspire, entregou-se a um estado vegetativo insensível. Ficou maluca. E já não é dinâmica.

30/07/2010

Vou hibernar só até isto passar...

Há dias em que conseguimos levar a nossa vida com ligeireza e graça... Em que nos sentimos bem e capazes e bonitos e os sorrisos são fáceis. Porque sim. Porque não?!
E há outros dias em que certas atitudes, mentalidades, palavras e reacções dos que nos rodeiam nos cortam as asas, nos fazem sentir medo de aparecer, de falar, de dizer mais do que devemos, de não fazer aquilo que "suas excelências" acham que deve ser feito. Há pessoas incapazes de aceitar, de tolerar, de compreender. Pessoas que levam tudo a peito e a mal, e um "olha, desculpa lá, prejudiquei-te mas tive que fazer isto assim" é uma ofensa mortal, premeditada e humilhante. Há pessoas que até aparentam boa índole mas que a vão deixando esmorecer ante os ataques gratuitos e impossíveis de responder à altura; tornam-se desconfiados e intolerantes e, à força de mostrar que abriram os olhos e não vão mais ser pisados, revoltam-se contra todas as ninharias, porque é por aí que o domínio maior começa...
Isto é um estupor de um ciclo vicioso onde não existe uma "terra de ninguém" onde se possam abrigar pessoas como eu. Eu gostava de resolver as coisas de outra maneira. Gostava que todos fossem frontais. Que não houvesse teorias da conspiração, alcoviteiras nem bufos nem vítimas nem carrascos.
Estou no ponto em que vejo alguém aproximar-se e no lugar das mãos vejo presas afiadas; os dentes, em vez de sorrirem, arreganham-se com ferocidade; a cabeça é um lugar obscuro onde as rodas dentadas da engrenagem rangem dolorosamente, congeminando mais uma traição, mais uma afronta, mais um cinismo.
Tenho medo desta gente. O território está todo marcado; há milhentos limites invisíveis que os mais incautos atravessam sem desconfiar no que se estão a meter. Ouço uma conversa agora e no momento seguinte vou perceber que o que foi dito tinha imensas ramificações discretas e venenosas, que se multiplicam que nem ervas daninhas.
Puta que pariu, que isto parece uma porra de uma máfia.
Deixámos de caber todos no mesmo sítio. O ar que o outro respira parece estar a ser roubado do espaço que me cabia a mim... Que esupor de cadeia alimentar. Raios partam isto tudo!

14/07/2010

Imaginemos...

...que Deus é o administrador de uma empresa (o Mundo, entenda-se...).
A conjuntura da crise afecta todo o planeta e, como tal, o divino administrador vê o seu caso muito mal parado (estou a pensar em tsunamis e aquecimento global e assassínios de baleias). Acontece que, além dos problemas de crise geral, o desempenho (ia escrever performance, mas o Português acima de tudo!) dos "trabalhadores da seara do Senhor" também não está muitas vezes no seu melhor... Vai daí, o Senhor precisa fazer uns ajustes... É necessário cortar nos recursos que se oferecem aos homens... porque quantos mais houver, mais se estragam e mais se agrava a situação da Organização... Cortando nestes elementos, torna-se indispensável "cortar" também nos recursos humanos, que consomem excessivamente os outros recursos todos.
E aqui a porca torce o rabo.

Quem é dispensável? Pensará Deus: "ora... este senhor já anda cá há mais tempo. Quer-me parecer que já deu o que tinha a dar. É necessário dar oportunidade aos novos... Por outro lado, estes mais jovens ainda não têm grande experiência e o seu vínculo é menos significativo. É mais fácil desfazer-me deles... Tenho carpinteiros e pedreiros que não posso dispensar porque a sua arte é útil. Mas também não posso cortar nos médicos e cientistas. É sempre necessário polícia e bombeiros para manter a ordem. Mas os professores são o passaporte para o futuro. Este diz que trabalha mais do que os outros dois juntos, que fazem pouco mas bem. Aquele ali, não sei porquê, mas gosto dele e não posso dispensá-lo porque sentiria que o mundo não estaria completo. Aqueloutro nem sei muito bem o que anda cá a fazer, mas os colegas apreciam-no e respeitam-no e haverá um motim se o mandar embora. Tenho uma série de limpadores de ruas de quem ninguém sentiria a falta, mas cheira-me que seria o caos se eles desaparecessem de um momento pra o outro..."


Resumindo, é uma embrulhada dos diabos. A quem cabe medir o valor das pessoas? Quem é que tem a capacidade de decidir com justiça os "pesos pesados" dos "pesos mortos"? Dá-me dores de cabeça pensar nisto...

30/05/2010

Miminhos a mim

Ando contentinha... ainda é o rescaldo das férias, de certeza. =)
Ando bem disposta. Leve. Com pouca coisa na cabeça. Passeio um bocadinho, vou lanchar fora com a minha irmã, compro a Tribuna Douro para me actualizar, tomo um cafezito com os amigos, ofereço as lembranças que trouxe da viagem... Aaaaaaaaaaaaahhh... Dolce fare niente!
Daqui a 2 dias volto ao trabalho. Já sei que as coisas não andam famosas. O trabalho a aumentar, o pessoal a diminuir, as intrigas e fofocas ao rubro... É o que dá trabalhar num sítio onde há muito mulherio...
Mas não vou pensar nisto! Ainda não... Aproveitar! Aproveitar porque quando estas férias acabarem, outras só em Novembro...

30/04/2010

Danem-se

Ontem estive de folga... E hoje também. E amanhã também estarei... 3 dias seguidinhos. Um bónus. No entanto, ontem, logo de manhãzinha comecei a sentir-me encolher, asmática, desesperada... Tentei contornar mas estava sozinha em casa e não é fácil... Então, em vez de me deitar no chão, de pijama e toda despenteada, vesti-me e fui à rua. Fui à peixaria e ao electricista mas isso foi tão rápido que não chegou para apagar o medo de voltar a casa. Decidi ir para o trabalho a pretexto de ver se já teriam saído os horários do próximo mês. Quando lá cheguei, havia muito movimento e os colegas estavam todos atarefados. Pediram-me ajuda. E eu fiquei lá, FELIZ DA VIDA!!! Passei entre 1h30 a 2h, não sei bem, no meu local de trabalho, no meu dia de folga... E gostei tanto!
No final do dia, encontrei-me com os amigos do costume, a quem contei sobre o que tinha feito. O comentário deles foi algo do tipo "quem não tem mais nada que fazer, é isto. nas folgas, vai trabalhar."
Não era isto que eu queria. É claro que eu tinha o que fazer, mas não conseguia. Eu queria era: "vês??! vês como és valente? em vez de fazeres como antes, ficar encolhida em casa, tomaste uma atitude e foste em busca de distracção e alívio. Foste para o trabalho? E sentiste-te melhor? Que óptimo! Para a próxima já sabes, não te deixes ir abaixo. Quando te sentires pequena, sai, vê gente. A tua casa é um mundo pequeno e é normal que sintas que és a única coisa da qual o mundo depende para girar e sintas medo por isso. Mas, ao saíres, vês que não é assim, que o mundo é grande e não pára de girar se tu parares de correr. Hoje deste mais um passo."
Mas não. Em vez disto, fui rotulada de tola.