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24/06/2014

Este tempo é maravilhoso

É perfeito. O melhor dos dois mundos.
Num dia calço botas impermeáveis porque chove e troveja. No dia a seguir deixo os meus pés arejar e apanhar sol com umas sandálias fresquinhas porque o sol voltou em força. Num dia desejo ter trazido mais um casaquinho... No dia seguinte levo o casaquinho e esqueço-me dele ao vir embora porque não faz falta.
Hoje tenho desejos de comidinha quente e reconfortante, um bacalhau assado com batatinhas e muito azeite, a cheirar a Natal... Ou umas salsichas frescas estufadas com couve lombarda, bem fumegantes... Mas amanhã, provavelmente, vou querer uma salada russa fresquinha porque com o calor o apetite abandona-me...
É lindo não termos oportunidade para nos queixarmos do tempo que faz porque logo a seguir ele muda e faz-nos a vontade.

Não... Não fumei nenhumas brocas... Estou só a tentar ver o lado positivo deste tempo de loucos. Nem sei se marque férias de praia, se de neve.... (riso histérico)

06/10/2013

Sensação "Bolo de Chocolate no Forno"

Aquela sensação maravilhosa de cheiro e calor e antecipação fumegante. É das melhores coisas simples do mundo... Ninguém pode estar mal humorado ou triste quando se tem um bolo de chocolate no forno. É como.... é como se fosse droga, droga cheirosa que se espalha pela cozinha e depois pela casa e depois pela vizinhança e vai-se infiltrando em nós e elevando-nos o humor.
Ter um bolo de chocolate no forno é prenúncio de algo saboroso. Literalmente. E é uma excelente forma de acolher estes primeiros dias de frio.

Eu sou a Briseis. Sou sonhadora, mas de uma forma muito pouco hipócrita. A minha utopia vem com uma boa dose de realismo embutido.
Sou a Briseis e não me reconheço desde há uns meses para cá. Os meus medos e os meus senãos, os meus "mas" e os EUs, ficaram pequenos. E se me dissessem há um ano o que eu seria hoje eu teria rido até desmaiar... Ou chorado, por ser bom demais... Enfim, a vida dá cambalhotas ninguém me garante que a sua rotação tenha terminado ou vá estacionar por muito tempo mas, enquanto isso, eu faço bolos de chocolate e espero que este seja o melhor Outono de sempre...

10/04/2013

As Horas


Como se demoram as horas que me separam do meu amor...!
Como se arrastam, vagarosas e exibicionistas... e dão piruetas e revolteiam e eu não aprecio o espectáculo da sua passagem porque o que quero mesmo é que terminem depressa... Depressa... andem lá com isso...!
Ah... o tempo... esse impostor irritante com requintes sádicos... faz o seu desfile em velocidade moderada, apreciando as vistas, sem consideração pela minha impaciência. E quando, finalmente, me traz o que espero, é um ar que lhe dá. Esgota-se e corre, subitamente consciente de que já se demorou em demasia...
O tempo não merece muito a minha consideração...Vou ignorá-lo, só para o irritar... e vou esperar, pacientemente, que ele me traga o meu amor... Já falta pouco...

06/10/2012

Apetecia-me mesmo.... #12


...que chovesse desalmadamente.
Uma chuva torrencial, constante, daquela que torna baças as luzes, que faz parar os carros e deixa as ruas desertas. Daquela que faz do alcatrão uma superfície negra com reflexos de espelhos.
Que caísse primeiro num sussurro e que fosse crescendo, crescendo, até se transformar num rugido. E que a terra, aliviada da seca, soltasse um longo ahhhhhhhhh..., audível só àqueles que, como eu, soubessem apreciar a chuva.
E que houvesse relâmpagos luminosos e, 4 segundos depois, a trovoada... uma trovoada que fizesse vibrar paredes e calasse o chinfrim dos pássaros que gritam lá fora, nas árvores. Uma trovoada daquela que faz toda a gente encolher-se e que me leva, a mim, para a janela...
Trovoada daquela que faz a minha avó dizer:

Santa Bárbara se levantou,
Seus sapatinhos calçou,
Ao caminho se botou
E encontrou um menino que lhe perguntou:
Onde vais, Bárbara?
"Vou espalhar a trovoada,
Lá para a Serra do Marão,
Que não dá palha nem grão,
E onde não há meninos a chorar,
Nem viúvas a rezar..."

Não me lembro do fim... nem sequer sei se as palavras são mesmo estas... Tenho que pedir à minha avó que mas dite...

12/03/2012

Lição de humildade


A humildade dos relógios. Dando as horas a toda a gente, sem presumir nunca ser dono do Tempo. Indiferentes às lamurias dos que desesperam por ver os ponteiros correr, completar o seu ciclo, rápido, rápido... Assim como também não se compadecem dos que, enganados num momento feliz, imaginam que poderão, com o poder infinito da sua alegria, congelar o seu mecanismo, fazendo-os parar... São os reis da indiferença, símbolo máximo do desprezo; prosseguem imperturbados com a sua dança compassada de ritmo inflexível. Tic-tac, tic-tac...

Ser como o relógio que ninguém questiona. Exacto e preciso. Não dá a ninguém nem mais nem menos do que deve ou do que esperam. Horas. Tic-tac. Arrastando-se, inexoráveis. O mais fiel e aplicado operário, sem quebras de ritmo ou produtividade, sem queixas, sem variações ou humores imprevisíveis. Tic-tac, sempre.
Não mandam nada nem em ninguém. Antes actuam admiravelmente lembrando os limites e deveres a quem os quiser ver. Não retaliam, mas também não premeiam. Impávidos, vêem-nos desfilar ao sabor do seu ritmo sem, no entanto, serem donos de coisa alguma. O Tempo, esse tirano sem rosto, leva todos os louros.

08/01/2012

Tempo


A luz vai descendo, caindo. Olhando de cá de baixo, dá a impressão que sobe, em vez de cair, porque as ruas estão já negras e o céu conserva ainda por momentos um tom celeste de azul, a despedir-sedo dia que foi e a prometer o regresso... Até breve, até breve. Amanhã.
Foi um dia de ociosidade e preguiça e essa lassidão estende-se do meu corpo e dos meus sentidos até ao mais recôndito cantinho da minha consciência. Estou à espera de algo, mas não desespero. Amanhã. Amanhã já aí vem. Sei ser paciente. Espero, mas tranquila. Não me impaciento, não quero apressar nada. Gozo o momento de espera porque sei que quando chegar, vou ter que ser, ir, fazer, ver, agir. Assim, espero e saboreio a demora.
A única demora que desejo apressar neste momento é a energia que o meu avatar necessita para se mexer em determinado joguinho do FB... De resto, espero. Take your time...

02/07/2010

Calor vs. Frio

O calor tem estado que não se aguenta. É sair à rua e apanhar com aquele bafo infernal como uma estalada na cara. A roupa pica, o corpo todo transpira, os pés queimam porque o calor que põe o chão em brasa atravessa facilmente o calçado fino, o cabelo fica seco, os movimentos pesados e a simples necessidade de ir à rua torna-se uma dolorosa incursão. Chego a casa quase a entrar em combustão e vou beber um copo de leite fresco com tanta sofregidão que até me cai mal... Não suporto estes dias. Gosto de sol e da chuva. Gosto do frio. Do calor não.
E ontem à noite saí, pus um top leve; e para minha surpresa, quando cheguei à rua não havia vestígios de calor. O ar estava ameno e havia um vento frio quase constante. Mas eu não fui buscar o casaco... Foi como se o calor que acumulei nestas últimas semanas estivesse finalmente a ser arrefecido e soube tão bem...! Gostei da noite por causa disso. E gosto de ser capaz de ficar feliz com estes pequenos nadas.

08/06/2010

Carta para o "Pai Natal"

Vês, seu estúpido desmiolado??! Vês como, de vez em quando, quando nos distraímos, até somos capazes de ter uma boa conversa? Uma conversa acerca de assuntos sérios mas que são comentados com ligeireza e até com risos... E como certas observações ou argumentos meus não têm como objectivo neutralizar e ridicularizar os teus, mas antes estimular uma réplica para que a conversa não morra... Vês...?
Hoje foi bom... Hoje esquecemos atritos e vícios e soubemos conversar. Sobre um tema neutro e indiferente a nós, mas ainda assim foi uma conversa... E depois começou a chover e a esplanada ficou vazia mas nós resistimos. Noutra altura eu teria alegado o incómodo da chuva e ter-me-ia raspado. Eu, que até gosto de chuva...
Mas hoje foste companheiro e, por isso, deixei-me ficar até sentir a roupa gelar-me a pele...
Porque não podemos ser todos os dias assim?

30/03/2010

Tudo por causa da luz da tarde

Os últimos dias têm sido singulares... Ora faço uma aula de combat no ginásio e me sinto eufórica e invencível, ora vou comer uma francesinha com a minha mãe e a minha irmã e o ambiente ruidoso do restaurante, com gente a entrar e a sair, faz-me ter um ataque de agorafobia como já não tinha há muito...
A mãe foi embora hoje. Ainda está fresco. Ainda como a comida que ela fez e as coisas permanecem no sítio onde ela as colocou, mas amanhã já não vai ser assim...
Saí do trabalho há pouco e, por a hora ter mudado há 2 dias, ainda sinto aquela novidade de sair e ainda estar sol. Aquele sol frio, mas claro e envolvente.
Esta é uma tarde de esperanças. Porque é em tardes de sol como este (com mais calor, certo, mas com uma luz igual) que eu gosto de sair, e toda a gente parece mais viva e mais bonita, e há actividade em todo o lado. Tardes de sol como esta lembram-me os bailes de verão, o cheiro do algodão doce, a música, a gente toda na rua, as festas da terra, as férias da gente que tem férias em Agosto (que não é o meu caso), o cheiro da água das piscinas, os gelados, os risos.
É uma tarde de esperanças por uma superação, uma alegria maior, uma realização e um sentimento de plenitude que nos faça sentir que vale a pena andar cá, que o mundo é um sítio bonito e que nós, pessoas, somos também seres maravilhosos.
Estas tardes não ficam contidas no seu tempo, elas projectam-se muito para a frente, porque eu tenho a certeza que, num futuro próximo, numa tarde como esta, eu estarei a ser feliz.

03/03/2010

Muuuuuuuito deprimente

Ontem, ao voltar para casa com o Nando, à chuva, depois do trabalho, aparece-nos pela frente, vindo de lado nenhum, a cambalear desenfreadamente, um homem baixinho, com um cheiro absolutamente indizível a álcool, que se mantinha em pé sabe-se lá por que artes ou divina intercessão de algum muito competente e atarefado anjo da guarda. O homem aparece-nos assim e agarra-se que nem um afogado ao braço do Nando, balbuciando mil desculpas e o senhor não me leve a mal, e eu chamei um táxi e liguei à minha mãe, e tenho que ir apanhar o táxi mas não me leve a mal... O Nando lá acudiu: mas o senhor tenha calma, onde é que o táxi o vem buscar? À paragem do autocarro, respondeu o homem, sempre agarrado a ele e a tremer tanto que parecia que as pernas eram feitas de gelatina. A paragem ficava uns 30 m à frente mas, dadas as circunstâncias, essa distância era enorme... Ficámos uns minutos nisso. Eu, incapaz de dizer palavra ou esboçar um gesto. Finalmente lá aparece um táxi que pára mesmo junto a nós e abre o vidro. Pelos vistos era o táxi que o muito-bebido-senhor tinha chamado. O Nando lá o ajudou a chegar ao carro e apoiar-se na porta para falar através do vidro aberto com o taxista. E fugimos. Não faço ideia como é que o homem abriu a porta... Se chegou sequer a abri-la. Sei que o deixámos lá encostado a falar através da janela aberta e a chamar mãe ao taxista.
Foi do mais deprimente... E o pior, o que me afectou verdadeiramente, foi eu ter passado o tempo todo a pensar no meu pai. O homem falava como ele. E, pior, cheirava como ele. E por duas vezes eu olhei bem para a cara dele para ver se não era o meu pai, apesar de o sujeito ser bastante mais baixo...
Se calhar, um dia, vai ser o meu pai nesta situação. E eu não vou estar por perto para o amparar. Não quero. Nem posso. Far-me-ia mal.

25/02/2010

Manhã chuvosa no Douro


Hoje o dia foi cinzento... Chuviscou um bocado e, em geral, esteve bastante nublado o dia todo...
E eu fiquei durante uns bons minutos parada a contemplar o efeito do sol por entre as abertas das nuvens... De espaço a espaço, o algodão espesso abria-se, deixando entrever uma nesga de céu um pouco mais limpo, por onde o sol espreitava. E, olhando para os socalcos verdes e castanhos, via-se claramente aquela mancha irregular de luz forte. Como se tudo à volta fosse cinzento e pesado e apenas aquele ponto tivesse sido poupado à escuridão, por uma qualquer piedade divina.
Mas havia vento, e as nuvens deslocavam-se. E, com elas, essas manchas luminosas. Então detive-me longo tempo a observar como aqueles pedaços de sol-e-luz-e-calor viajavam do alto do monte, e desciam atravessando vinhas, oliveiras, casas... E continuavam a descer, chegando finalmente ao rio, castanho e lamacento, das cheias. A cor castanha desaparecia então, e assumia um tom verde musgo. Apenas um pedaço, apenas o tamanho da janela aberta no céu. E a mancha luminosa continuava a viajar. Aproximou-se de mim. E envolveu-me também. Fiquei ofuscada por momentos. Quis olhar para cima, para ver o sol, tão tímido, tão resguardado, mas cegou-me. Em menos de nada, a mancha passou e ficou frio outra vez e fiquei novamente rodeada de cinzento. Mas já outra mancha descia o monte e o ciclo repetiu-se. Foi uma manhã linda.

12/10/2009

O Frio

Os dias estão mais frios. Não saio convenientemente agasalhada e volto a casa tolhida de frio. Dispo a roupa que me gela e ponho uma manga comprida, talvez até o roupão fofinho e pesado. A roupa é macia e quente sobre a minha pele fria, mas não a aquece. Acontece-me muitas vezes. Agasalho-me, mas o calor reconfortante dos tecidos não me penetra a pele. Estou sempre fria. Apesar de tudo, se assim não fosse, eu não sentiria o calor delicioso que se desprende das coisas. Se não tivesse frio, seria insensível ao calor do que me rodeia. É uma sensação agradável, afinal.
Quando, finalmente, começo a aquecer, a sensação de conforto desaparece. Estou quente. A tristeza funciona como o frio: faz-nos reparar nas alegrias que, por insensibilidade, ignorámos.
Quem nunca sentiu frio, não sabe definir o que é ter calor. Porque já fui triste, hoje sou conscientemente alegre em tudo o que faço.

16/09/2009

Um grande prazer!!!

Vem aí o Outono, pessoal!!! VIVA!!!
Dizem que aumentam as depressões e o stress, patati-patata... Tretas.
Viva o Outono! Viva o vento frio, viva a cor vermelha-dourada da natureza, viva a queda das folhas, vivam as primeiras chuvas, viva a roupa quentinha, viva o chocolate quente, viva o cobertor fofinho, as peúgas nos pés, as castanhas assadas...
Que maravilha... Qual tristeza, qual quê? Há milhões de coisas lindas e maravilhosas, e infinitamente melhores que passar o dia a transpirar com o calor e mal conseguir abrir os olhos por causa do sol...
Este post é um elogio ao Outono!!!
Juntem-se a mim, todos vós que, em segredo, repelis as temperaturas elevadas, a transpiração e as roupas minúsculas!!! Vamos para a rua de guarda-chuva na mão, fechado está claro, para que as pessoas que nos virem andar à chuva saibam que é por opção, e não por termos esquecido o "chuço" em casa.
Somos uma feliz e orgulhosa minoria!
Afinal, o Outono é a estação dos artistas! A Luz é mais limpa, a neblina é mística e a inspiração mais espontânea...
E não há nada mais bonito do que uma miúda, caminhando sozinha e apressada, guarda-chuva bem apertado na mão, encolhida por causa do vento que a arrepia e lhe emaranha os cabelos...a sorrir...