16/12/2013

"O Memorial do Convento", de José Saramago


Nunca tinha lido. Não fazia parte das leituras obrigatórias da área de humanidades quando fiz o Secundário. Ainda apanhei "os Maias", com a graça de Deus. Antes de mais nada, tenho pena, muita pena dos meninos que estudam esta obra. Não que ela seja má, mas é de uma eloquência e profundidade que, acho sinceramente, os nossos jovens desmiolados, a geração facebook, que só compreende abreviaturas, se vê muita à rasca para tirar algum sumo dali...
O senhor Saramago, como sabemos, era poupadinho com a pontuação. Não se vê nesta obra um ponto de exclamação, de interrogação ou um simples travessão... É só pontos finais e vírgulas. Considero questionável a qualidade de uma escrita assim, mas não quero entrar por aí. Maravilhei-me com o contador de histórias e História que narra esta acção. Uma acção simples, acerca da construção do grandioso Convento de Mafra, mas que se enrola e desenrola à volta do Rei que o mandou construir, como "paga" ao deus que lhe deu herdeiros, dos homens e das mãos que fizeram a obra e (tantos) morreram nela, do caso particular do Sete-Sóis e da Sete-Luas, amantes improváveis, e do frade Voador, que personaliza tanto uma revolução na velha incompatibilidade entre a Fé e a Ciência.
Gostei muito, em suma. E gostei de ver tão bem confrontados o poder do Destino e do que parece inevitável, com a Vontade dos Homens.

14/12/2013

Sê protagonista da tua própria vida

É isto. Cada pessoa deve aspirar e contentar-se em ser protagonista na sua própria história. Cada vida, um filme. Há-os trágicos, de acção, romances, de suspense, com finais grandiosos, ou com finais que desapontam. Mas, em cada filme, cada vida. tentemos ser os protagonistas. Todos os males do mundo começaram por haver alguém a tentar roubar o lugar de outro. Por amor, por fama e reconhecimento, por riqueza, seja ela de que natureza for. É por tentarmos tornar o nosso papel e a nossa personagem noutra coisa que picamos o espaço uns dos outros.
Ando sem pachorra para as pessoas, mas não é um "sem pachorra" inerte e passivo; é um "sem pachorra" feito de ironias secas e tacadas cheias de requinte...  E gosto deste estado. Levo menos coisas para casa, rio mais do que antes só me causava irritação e revolta; os dias são mais leves assim e eu pasmo ante a maravilha que é observar o teatro de cada um... Noutro dia serei actriz principal. Hoje sou mais espectadora.

07/12/2013

Passatempo!! Passatempo!!! - a saga continua

...Porque estou convencida que este Natal é que é! Este Natal o Pai Natal vai premiar o facto de eu dizer a toda a gente "prendas de Natal?? Naaaa... não preciso de nada" com um cabaz maravilhoso! Eu sei que vai! =)

Desta vez, é aqui, no blog Coquete à Portuguesa.

04/12/2013

Passatempo, passatempo!! =)

Eu cá até nem sou destas coisas de passatempos, mas... ora porra! É Natal! E quem não perceber a ligação entre as duas coisas é uma alma muito triste... =)

 

O passatempo vem direitinho do blogue Arco-Íris na Cozinha e aqui deixo o link se quiserem ir espreitar: http://arcoirisnacozinha.blogspot.pt/2013/12/giveaway-cake-pops-bakerella.html

É desta... é desta que eu me torno uma fada da pastelaria =) Os passos são simples e habilitam-nos a ganhar 2 exemplares deste livrinho mimoso! Afiambrem-se, gente!

03/12/2013

"O Impressionista", de Hari Kunzru


Diz a crítica que este é o melhor primeiro romance inglês dos últimos tempos... Por muito despropositada que esta distinção possa parecer, o título, e a sinopse ajudaram-me a decidir lê-lo.
E e, realmente, uma narrativa magnifica. Acompanhamos a fabulosa vida de Pran Nath, nascido no seio de uma abastada família indiana, nos anos 20, um príncipe branco numa nação onde quão mais escuro tom da pele, mais miserável e desprezada a condição social. Inesperadamente, Pran vê-se mendigo, a viver nas ruas fétidas e imundas povoadas de mendigos e malfeitores, e assim começa a sua caminhada, primeiro rastejante, por alcançar um lugar digno na sociedade e no mundo. Este "impressionista" vai assumindo diversas formas e identidades, torna-se um ser frio, calculista e dissimulado e comove, por ser um anti-herói tão desafortunado. Este livro levanta algumas questões profundas sobre a importância real daquilo que valorizamos e ensina que, tantas vezes, o que pensamos querer é, na verdade, o oposto daquilo que nos fará felizes. Pelas peripécias, pela mestria com que aborda as emoções e mesquinhices do homem, pelo documento da sociedade indiana e inglesa do inicio do século XX, tão semelhantes ao que são hoje, vale a pena a leitura deste livro.

27/11/2013

Jamie Cullum, again...

...estou praticamente uma grouppie do rapaz... Mas, francamente, se fiz 4 horas de carro para ir vê-lo a Oeiras em Julho, até me caía alguma coisa se não fazia 1h30 para ir ao Porto...
E valeu a pena! Muitas vezes... e ele cantou a Gran Torino no fim. Só por isso, já valeria milhões!
A primeira parte do concerto ficou a cargo da Kat Edmonson... E que simpática surpresa ela foi!

Sim... sou eu ao lado do cartaz, estou escurinha de propósito =)

Passeio de fim de semana

...siiiim... agora eu faço destas coisas, tipo passeios e coiso... e a verdade é que já percorri mais quilómetros este ano pelos caminhos de Portugal, do que em 5 anos anteriores...
Desta vez, e para verificarmos a veracidade das notícias acerca da primeira queda de neve na Serra da Estrela, fomos até à cidade mais alta do país, a Guarda, que achei desértica e não muito bonita, à excepção do centro histórico e o largo da Sé. E desta casinha maravilhosa!

A caminho da Torre fizemos um desvio a convite das placas...

E, por fim, o ponto mais alto de Portugal continental, onde havia neve e um amigo à espera de ser descoberto. =)