16/07/2012

"Os Malaquias", de Andréa del Fuego

Chamou a atenção pelo facto de ter vencido o prémio Literário José Saramago, à semelhança de José Luís Peixoto, Adriana Lisboa e João Tordo...
E gostei da sinopse também:

Serra Morena, Brasil rural. A casa dos Malaquias é atingida por um raio. Sobrevivem três irmãos. Nico é criado junto ao poderoso fazendeiro do Rio Claro, Julia é adotada por uma rica mulher árabe, ao passo que Antônio, o anão da família, se mantém junto às freiras no colégio. Num registo poético e cru, a escritora paulista faz-nos seguir o percurso de cada um dos irmãos, a sua tragédia sem lágrimas e a força interior com que enfrentam o destino. Um romance baseado na sua própria família que, atravessando três gerações, se alongou por sete anos até ser terminado.

É um romance pouco usual... Fez-me lembrar um pouco o estilo de Mia Couto, pelo tom cantado dos gerúndios e pelas situações pouco verosímeis... mas possíveis, ainda assim.
É delicioso de se ler no Verão, com descontracção. Só tem cerca de 250 páginas, o entrelinhas é enorme, o tamanho da letra generoso, os capítulos curtos... Dá prazer o próprio acto de ler, mais do que a própria história. É cru, é misterioso, é fantasia, é tanto que fica por dizer e conhecer.
É uma história do Brasil pobre e atrasado, das Fazendas, das crendices, dos três irmão que sobreviveram a um raio, mas que nunca conhecem até que ponto a sua vida nunca passou daí.

14/07/2012

Apetecia-me mesmo.... #11

...um dia chegar a casa e descobrir que forraste o chão de plástico-bolha, para os meus passos serem uma salva de fogo de artifício...

09/07/2012

(o título do post é o som que um qualquer suspiro profundo possa ter)

Há dias de apetite devorador e insano. Normalmente, acontecem quando não tenho em vista nada que me alimente.
E há dias de abastança e perspectivas fartas...em que o simples cheiro me revolta e o apetite dos outros me parece inexplicável, animal e primitivo.

Não falo de comida, note-se. Falo da própria vida. Das vontades, dos sonhos, das carências. Dos projectos utópicos, das realizações comezinhas... Dos outros, de todos. Do som e da velocidade. De um olhar escrutinador, de uma frase indiscreta, de uma presença constrangedora. Do cheiro de alguém.
É isto. Os dias de abastança e os dias de carestia. A infindável contradição e dilema que ensandece...
Quem me livra de mim??!

08/07/2012

"A Feira das Vaidades", de William Thackeray

Finalmente!!!
Andei mais de dois meses para ler isto...!
Devo reconhecer que, como relato histórico e documental da vida social da primeira metade do séc. XIX em Inglaterra, é notável. Há uma certa acidez e ironia, próprias da sátira, no retrato da sociedade hipócrita, que sacrifica o "ser" a favor do "ter" ou "parecer".
Talvez por ter sido escrito na época que foi, por um homem, ainda por cima... Um daqueles que se consideravam eruditos e iluminados, mais do que os outros, pelo menos... Talvez por causa disso, dizia eu, não é um livro de fácil leitura. A linguagem demasiado composta, de frases excessivamente longas e floreadas, dificulta a fluidez da leitura.
...Já para não dizer que o livro tem 703 páginas e, sem exagero, só muito para lá da 500º é que a coisa me pareceu ficar ligeiramente interessante,com ocasionais episódios mais empolgantes...
Enfim, é um clássico e coiso... Mas não me extasiou. Pelo contrário...
Entretanto, só para encerrar a coisa, vou ver o filme... Espero que seja um tudo nada melhor...

02/07/2012

"Em terra de cego..."

"...quem tem olho é Rei", dizem vocês.
"...quem não "os" tem no sítio é escravo", digo eu.

Pensem lá no assunto e vejam se não tenho razão...
Ando meio virada para a contestação à verdade instituída, não sei se já repararam pela leitura do post anterior e agora mais este...

01/07/2012

A Lua estava em Quarto Crescente

imagem retirada da internet


Toda a gente sabe que a Lua é mentirosa... Ensinam-nos, desde pequeninos, que ela nos engana. Quando tem a forma de um D, de Diminuir, está a crescer. E quando tem a forma de um C, de Crescer, está a diminuir.
E nós rotulamo-la de mentirosa, como fazemos com tanta facilidade com todas as coisas que contrariam as nossas conveniências. Mas, afinal, fomos nós que demos nome às suas diferentes fases. E chamamos-lhe mentirosa apenas porque não tivemos a sabedoria ou a capacidade ou a lembrança de lhes dar um nome de acordo com as suas características. Em vez de Crescente, podíamos chamar-lhe Desenvolvimento, Dilatação, Duplicação, Desdobramento ou Deflagração (gosto deste). À fase da diminuição, quando ela toma a forma de um C, poderíamos chamar Condensação, Contenção, Compressão... É certo que a forma que está em uso é muito mais fácil e prática, mas será que isso compensa o facto de se chamar alguém de mentirosa pelos séculos dos séculos??!

25/06/2012

Até me treme a pálpebra do olho direito...

...porque é a mais nervosa. A esquerda não se deixa impressionar com facilidade...

Hoje o dia foi assim...

Cheguei a casa, decidi fazer gazeta ao ginásio... e desliguei o telemóvel... E, só então, o mundo pareceu ficar assim...


Imagens retiradas da Internet

Para piorar só um bocadinho a situação, a minha conta do hotmail foi bloqueada (aparentemente, alguém tentou utilizá-la para fins obscuros) há dias... Do que tenho perguntado aos conhecidos e lido na net, não é coisa deste mundo, elas serem desbloqueadas... Lá se vão os meus contactos, mais os mails históricos, mais o meu extracto bancário digital, mais a recepção de avisos de comentários no blog... Tentei criar um endereço Gmail e associá-lo ao blog, mas o estupor do blogger diz que não é possível associar um endereço Gmail à minha conta do Google... Mas o Gmail não é do Google?? mas está tudo contra mim hoje???!! Olha a porra...


E agora.... (risinho histérico).... não consigo justificar o caraças do texto......