15/12/2009

Em defesa do Pai Natal

É Natal outra vez!!! E ainda bem que veio este frio porque, se não, nem era a mesma coisa...
Daqui a nada estão a estourar em casa a minha avó os meus tios e primos!!! Come-se numa mesa grande mas que mesmo assim é pequena para tanta gente; passamos o dia de casaco vestido porque na aldeia as casas são todas frias e só se está bem à beira da colossal lareira; há cheiro de rabanadas e filhós e açúcar e canela no ar... Hum...é Natal!
Tive a sorte de acreditar no Pai Natal quando era criança. Deixávamos o nosso melhor sapato junto da lareira e, de manhã, mal acordávamos, corríamos para ver o monte de embrulhos que pareciam ter brotado do chão no preciso sítio onde tínhamos posto o sapato. E o Pai Natal nunca se enganava!!! Isso fazia-me sentir importante, porque o Pai Natal nunca confundia o meu sapato...
Hoje há uma série de gente em guerra aberta com o Pai Natal. Dizem que é dele a culpa do materialismo que se faz sentir nesta altura. No seguimento do sermão do padre de Domingo passado, a minha mãe até tirou o Pai Natal lindo em barro que tinha posto na entrada da porta e substituiu-o pelo Menino Jesus...
Acho que há lugar para tudo. Não sou materialista, mas não é por isso que o meu Natal fica completo sem o gorducho de barba branca. Em criança, o Pai Natal era como um ajudante do Menino Jesus, que lhe fornecia a lista dos presentes que os meninos queriam, o ajudava a julgar se os meninos se tinham portado bem ou não e participava na distribuição das prendas porque desque quando é que o Menino seria capaz de distribuir prendas pelo Mundo todo numa só noite??! Que disparate...

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