08/06/2017

O terramoto

Há dois dias atrás a terra tremeu. Diz-se que o epicentro foi em Amarante mas o abalo fez-se sentir aqui, a 50 kms de distância, mas nem toda a gente deu por ele. Eu, que estava num segundo andar, com o piso em soalho, senti o rugido em crescendo e aos poucos a sensação gelatinosa debaixo dos pés. Quando desci ao rês-do-chão e comentei o abalo com os colegas que estavam sobre granito, eles disseram que não tinham dado por nada.
Isto fez-me pensar que, nos tremores de terra como nos abalos emocionais, estarmos no mesmo lugar não é sinónimo de sentirmos os mesmos fenómenos. Depende da altitude a que nos encontramos e do que são feitas as nossas fundações.

4 comentários:

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    1. Ah, Pedro, o facebook... Essa fonte inesgotável de notícias irrelevantes... =)

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  2. Até com esta comparação! Na fragilidade emocional tudo se sente com mais intensidade.
    Sobre os tremores de terra recentes, não os senti, mas o tio, que é um aficionado de meteorologia e todos os dias consulta o IPMA, falou nestes abalos.

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    1. De vez em quando, mz, é engraçado sentir o poder da natureza... Quando isso nao representa perigo , claro =)

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