12/06/2017

Conheço uma pessoa que conhece um senhor... Por acaso é brasileiro mas isso não concorre para esta história. Esse senhor é casado e diz a quem quer ouvir que não precisa da mulher para nada. Não precisa da mulher para ser feliz. E ela sabe disso. E esse é o maior elogio que ele poderia fazer-lhe.
É que ele, na verdade, não precisa dela. Mas escolheu estar com ela. Ele era já um homem inteiro e pleno e gostou tanto dela que a escolheu para partilhar essa existência serena com ela. E ela aceitou-o de igual modo. Não há ali necessidade, dependência, conveniência, um cobertorzinho quente ou um aquecedor de pés. Há a vontade de partilha, deliberação em ser companheiro, ser mais e melhor do que seria ser sozinho.
Isto parece prólogo para um filme ou um livro, mas é real, segundo ouvi dessa pessoa minha conhecida. E é uma bonita lição.
Quantos de nós se identificam com aquela forma de ser? Algum dedo no ar? O meu não, certamente... Mas se der para aprender este estado de ser, eu vou consegui-lo.

6 comentários:

  1. Antes de gostarmos de alguém, temos de gostar de nós próprios, a felicidade começa aí, o resto vem por acréscimo :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Mais facilmente dito do que executado, Logan...

      Eliminar
  2. Não casei por precisar de me completar.
    Casei porque me sentia melhor com a outra pessoa que sozinho.
    Só isso.

    ResponderEliminar
  3. Acho essa fronteira entre o "precisar" e o "escolher" bastante ténue. Há sempre uma necessidade em qualquer escolha que façamos.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ai, Luisa... Eu gosto tanto de ter estas teorias todas muito bem catalogadas e arrumadas e agora essa reflexão veio desarrumar tudo outra vez, porque é muito verdade... =)

      Eliminar