23/02/2013

"O apocalipse dos trabalhadores", de Valter Hugo Mãe


Primeiro livro que li do homem... e marcou logo 500 pontos negativos porque os únicos sinais de pontuação que ele conhece são os pontos finais e as vírgulas.... e olhem que os outros fazem taaaaaaanta falta! Tipo, não é giro acabar de ler uma frase de três linhas e ter que voltar ao início porque só agora me apercebi que aquilo era discurso directo, ou uma pergunta, e tenho que reler a frase com a devida entoação... Não é fixe.
E depois, achei a história uma tristeza. Uma Bragança inóspita e duas mulheres às portas dos 40, empregadas domésticas de ocupação e carpideiras nos tempos livres... e homens repelentes... e nem sei que mais... não lhe achei beleza nem poesia nas palavras. É demasiado frio, demasiado cru e seco... Demasiado real, próximo de algumas realidades que conheço. Talvez por isso não o ache merecedor de constar em livro. Talvez por isso me pareça tão repugnante...

8 comentários:

  1. Eram integrantes d'"as mães de Bragança"?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Catsone...a resposta é não. A moral delas não era assim tão exemplar... =)

      Eliminar
  2. Também comecei a ler um livro do escritor e desisti pouco depois: não sou apreciadora dessas "modernices" de pontuações sui generis, ou falta delas! ;)

    Resto de bom domingo para ti!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ah, grande Teté... és cá das minhas... =)

      Eliminar
  3. E homens repelentes, daqueles que vão na rua a cuspir constantemente? Não sei porquê mas quando li essa frase liguei, imediatamente, a esse tipo de homens. Nunca li nada dele mas, se calhar, entre as centenas de livros que esperam a sua vez para serem lidos, poderá haver aqui algum do autor. Beijinhos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. ...por acaso não fala em cuspidelas... mas fala no impulso que têm (e concretizam) de "montar" as mulheres, quer as deles, quer as dos outros... medonho!

      Eliminar
  4. Ou seja provavelmente o primeiro e o último :p

    ResponderEliminar